PL pede suspensão de ação contra Ramagem e vê saída para Bolsonaro

Integrantes da legenda interpretam que, caso Câmara dê imunidade ao deputado, o ex-presidente pode ser beneficiado pela mesma prerrogativa

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), protocolou nesta 3ª feira (1º.abr.2025) um requerimento para suspender a ação penal contra o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que se tornou réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. 

O pedido é baseado na EC (emenda constitucional) 35 da Constituição, que permite que partidos peçam que uma ação penal em andamento contra congressistas no exercício do cargo seja interrompida. A interpretação da oposição é de que, caso a Casa Baixa aprove o pedido, a interrupção do andamento da ação seja estendida ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos outros 6 denunciados pela PGR (Procuradoria Geral da República).

Leia abaixo o que diz o inciso 3 do Artigo 53 da EC:

“Recebida a denúncia contra o senador ou deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação.”

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), terá até 45 dias para pautar o projeto em plenário. Para ser aprovado, o texto precisa receber 257 votos favoráveis.

Na 2ª feira (31.mar), o presidente da 1ª Turma da Corte, o ministro Cristiano Zanin, enviou um ofício ao presidente da Câmara sobre o dispositivo, comunicando o resultado do julgamento.

BOLSONARO E MAIS 7 VIRAM RÉUS

A 1ª Turma do STF recebeu na semana anterior, por unanimidade, a denúncia contra Bolsonaro e outras 7 pessoas por uma alegada tentativa de golpe de Estado em 2022.

Com isso, o ex-presidente e aliados se tornam réus, e a Corte dá início a uma ação penal que pode resultar na condenação dos acusados a até 43 anos de prisão.

Estão neste grupo de réus: 

  • Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente da República; 
  • Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e deputado federal; 
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; 
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; 
  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional); 
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; 
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e 
  • Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e candidato a vice-presidente em 2022.

Os acusados respondem por “crimes envolvidos na tentativa de impedir a posse” do governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Bolsonaro era o líder do grupo que planejou o golpe.

Crédito Poder360

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