Deputada dos EUA cobra libertação imediata de presos políticos na Venezuela

María Elvira Salazar responsabiliza Delcy Rodríguez por detenções e afirma que EUA não aceitarão tortura e desaparecimentos

A deputada republicana dos María Elvira Salazar, dos Estados Unidos, afirmou que o regime da Venezuela mantém, há décadas, uma política de prisão, tortura e desaparecimento de dissidentes. Em publicação nas redes sociais, ela disse que, de Hugo Chávez a Nicolás Maduro, presos políticos foram usados como instrumentos de medo para silenciar a população.

Segundo Salazar, a repressão permanece mesmo depois da captura de Maduro por militares norte-americanos no sábado 3. O ex-ditador venezuelano está detido em Nova York, no Centro Metropolitano de Detenção, unidade descrita por ex-detentos e advogados como de condições extremamente precárias.

Salazar pressiona governo interino da Venezuela

Na declaração, a deputada norte-americana direcionou a cobrança à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, empossada na segunda-feira 5. “Delcy Rodríguez deve libertar todos os presos políticos imediatamente”, afirmou.

The Venezuelan regime has jailed, tortured, and disappeared dissidents for decades. From Chávez to Maduro, political prisoners have been used as weapons of fear to silence an entire nation.

Delcy Rodríguez must RELEASE every political prisoner IMMEDIATELY.

The United States…— María Elvira Salazar 🇺🇸 (@MaElviraSalazar) January 7, 2026

Salazar declarou que o governo dos EUA não irá aceitar a continuidade das detenções e da tortura de opositores. “Os Estados Unidos não ficarão de braços cruzados enquanto o regime venezuelano continua a prender e torturar inocentes”, disse ela. A parlamentar encerrou o apelo com a frase: “Liberte todos eles. Agora.”

Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interina da Venezuela depois de decisão da Suprema Corte, controlada pelo chavismo, que determinou sua posse por 90 dias, com possibilidade de prorrogação. Ela era vice na ditadura de Maduro e primeira na linha de sucessão. As Forças Armadas venezuelanas reconheceram sua autoridade no domingo 4.

Também no domingo, Rodríguez divulgou uma carta aberta ao presidente dos EUA, Donald Trump, na qual pediu diálogo, o fim das hostilidades e uma agenda de colaboração.

Crédito Revista Oeste

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