Ao STF, Damares solicita inspeção na sala onde Bolsonaro cumpre pena

Pedido ocorre em meio a relatos médicos recentes e cita precedentes do Senado

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) encaminhou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para visitar a sala da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde Jair Bolsonaro permanece detido. A iniciativa surgiu diante de informações médicas divulgadas nesta semana, que apontam um quadro de traumatismo craniano leve.

Segundo o requerimento, enviado ao STF nesta quinta-feira, 8, a vistoria teria caráter institucional. A parlamentar afirma que a ação não interfere no trabalho da Polícia Federal nem nas decisões do Judiciário. O foco seria avaliar aspectos estruturais, sanitários e de atendimento no espaço de custódia. Damares menciona a idade do ex-presidente e o histórico de procedimentos cirúrgicos recentes como fatores que exigem atenção adicional.

Estive hoje pessoalmente na sede da Polícia Federal protocolado um requerimento. Estou aguardando autorização do STF para vistoriar a cela do presidente Bolsonaro para elaboração de um relatório técnico com base em toda legislação de direitos humanos.

Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal desde 22 de novembro de 2025. A medida ocorreu quando investigadores indicaram risco de fuga e possível violação da tornozeleira eletrônica, no período em que ele estava sob prisão domiciliar rigorosa.

Damares cita precedente e pede diálogo institucional

Damares preside a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. No pedido, ela recorda a visita feita por parlamentares durante a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018, na sede da Polícia Federal em Curitiba. Na avaliação da senadora, aquela atuação consolidou o papel institucional da comissão, independentemente do perfil político do custodiado.

“À época, a atuação da CDH foi amplamente reconhecida como legítima e necessária, reafirmando que a defesa dos direitos humanos não se subordina à identidade política, ideológica ou partidária do custodiado, mas sim à condição humana que lhe é inerente”, afirmou.

A senadora também informou que a comissão mantém disposição para dialogar com a Polícia Federal. O objetivo seria definir uma data compatível com os protocolos de segurança e evitar atritos entre instituições.

Crédito Revista Oeste

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