Líder dinamarquesa afirmou que “o mundo irá parar” se os EUA abandonarem seus aliados; Trump ameaça anexar o território com acordo ou à força
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen (Partido Social Democrata, centro-esquerda), disse no domingo (11.jan.2026) que seu país vive “um momento decisivo” enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirma tomar a Groenlândia. Explicou que “há um conflito” em relação ao território dinamarquês.
“Estamos em uma encruzilhada e esse é um momento decisivo. Se os americanos derem as costas à aliança ocidental ao ameaçarem um aliado, então o mundo irá parar”, disse Frederiksen. A líder dinamarquesa participava de um evento de Ano Novo do Partido Social Liberal. As informações são da emissora TV2.
A primeira-ministra afirmou estar “satisfeita” com o apoio que recebeu dos países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). “Existe um conflito em torno da Groenlândia, infelizmente, devo acrescentar. Recebemos um apoio massivo dos países da Otan”, disse. Trump sofre resistência de líderes europeus em seus planos.
O republicano diz que precisa anexar a Groenlândia por motivos de segurança nacional e que o território seria necessário para proteger seus aliados. Trump nega que tenha interesse em seus recursos. Já comentou sobre a possibilidade em 2019, mas voltou a tratar do caso desde que retornou à Casa Branca.
O interesse dos EUA se dá pela posição estratégica da Groenlândia, que fica na rota mais curta entre a América do Norte e a Europa. O território é considerado fundamental para o sistema de alerta de mísseis do país e para o monitoramento naval do Atlântico Norte.
O republicano disse, também no domingo, que os EUA vão assumir a Groenlândia “de um jeito ou de outro”. Trump declarou que prefere fechar um acordo com o governo dinamarquês, mas que é inevitável que seu país assuma algum tipo de controle sobre o território. “Se nós não ficarmos com a Groenlândia, a Rússia ou a China o farão”, afirmou.





