Gonet anuncia ‘ferramentas tecnológicas’ do MP para monitorar eleições

O objetivo das novas tecnologias é supostamente “auxiliar os procuradores e promotores na identificação de irregularidades”, segundo o chefe da PGR

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o Ministério Público (MP) está investindo no desenvolvimento de “ferramentas tecnológicas” para apoiar a atuação de procuradores e promotores nas eleições de 2026. O objetivo é “auxiliar os procuradores e promotores na identificação de irregularidades, bem como na preservação de provas digitais”, disse em entrevista à CNN Brasil, divulgada nesta segunda-feira, 19.

O PGR também destacou a “disposição cívica” do Ministério Público e afirmou que a instituição seguirá vigilante para garantir que a vontade do eleitor prevaleça e que a democracia brasileira saia novamente fortalecida.

À frente do Ministério Público da União, Gonet comanda também o Ministério Público Eleitoral, responsável pela fiscalização do pleito e pela apuração de eventuais irregularidades e crimes eleitorais. Entre as prioridades para 2026, segundo ele, estão o combate às fraudes na cota de gênero e o enfrentamento da violência política de gênero.

De acordo com o procurador-geral, uma orientação conjunta da Procuradoria-Geral Eleitoral e da Câmara Criminal do MP Federal determina a priorização de investigações e processos relacionados a esses crimes, com foco na responsabilização dos agressores e na proteção das vítimas.

Gonet mencionou ainda a preocupação com a infiltração do crime organizado nas eleições. Ele ressaltou que a atuação do MP Eleitoral tem se baseado em ações preventivas, coordenadas e firmes.

Gonet fez denúncia que resultou na exclusão de Bolsonaro das eleições

Como chefe da acusação no Supremo Tribunal Federal, o PGR foi responsável pela denúncia que resultou na prisão e na declaração de inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro até 2060. Com o ex-presidente fora da disputa, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi apontado como o substituto escolhido por seu pai.

Crédito Revista Oeste

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