Filho de Jair Bolsonaro participa da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada no Parlamento israelense
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro participou, nesta segunda-feira, 26, da abertura da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada no Parlamento de Israel.
O evento ocorre no Knesset e reúne autoridades locais, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, além de empresários, acadêmicos e representantes de organizações dedicadas ao combate ao antissemitismo.
Durante seu discurso, Eduardo manifestou críticas à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de retirar o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA).
🇧🇷 Brazilian Congressman Eduardo Bolsonaro (@BolsonaroSP): “Anti-Semitism today does not always wear a swastika. It hides behind NGOs, humanitarian language, and academic jargon, like the word anti-Zionism.” pic.twitter.com/VBua29psG9— Visegrád 24 (@visegrad24) January 26, 2026
Além disso, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro classificou os ataques do Hamas a Israel como exemplo de “antissemitismo genocida”. “O silêncio deixou de ser ignorância e passou a ser cumplicidade”, afirmou.
Participação dos Bolsonaro na conferência
Apesar de ter o mandato cassado, Eduardo foi apresentado como deputado no evento. Na agenda da conferência, para esta terça-feira, 27, está prevista a fala do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também é pré-candidato à Presidência da República, indicado por Jair Bolsonaro.
Flávio deve detalhar suas propostas para a política externa, com destaque para as relações entre Brasil e Israel. Depois dos compromissos em Israel, o senador planeja visitar Bahrein, com o objetivo de fortalecer laços com lideranças conservadoras internacionais e estruturar sua pré-campanha ao Planalto.
As restrições eleitorais em vigor no Brasil proíbem pedidos explícitos de votos e menções diretas à candidatura, sob pena de sanções por propaganda antecipada. No exterior, Flávio conta com o apoio do irmão Eduardo para estabelecer contatos estratégicos.
A missão oficial tem financiamento por parte do Senado Federal. De volta ao Brasil, o parlamentar deve iniciar visitas por Minas Gerais, seguido de agendas nas regiões Norte e Nordeste.
Crédito Revista Oeste





