Fabricante de insulinas Biomm assinou acordos com o Ministério da Saúde
A Biomm, empresa de biotecnologia que tem o Banco Master, de Daniel Vorcaro, como principal acionista, fechou ao menos R$ 303 milhões em contratos com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2025 para o fornecimento de insulina ao Ministério da Saúde. As informações foram divulgadas pelo site Poder360 e confirmadas por Oeste.
A empresa assinou pelo menos dois contratos com estimativa de duração de até dez anos. Em junho de 2025, foi firmado um contrato de R$ 142 milhões para o fornecimento de insulina humana ao Sistema Único de Saúde, com vigência inicial de um ano. Cinco meses depois, a Biomm anunciou um segundo contrato, no valor aproximado de R$ 131 milhões, para a entrega de insulina glargina ao Ministério da Saúde.
Além dos contratos divulgados em fatos relevantes, o Ministério da Saúde publicou um termo contratual com a Biomm para a compra de 2 milhões de doses de insulina glargina, no valor de R$ 30 milhões. O prazo de vigência é de 12 meses, contados a partir da assinatura, com possibilidade de prorrogação por até dez anos.
Procurado pelo Poder360, a Biomm afirmou que não possui acionista controlador e que sua governança “não permite interferência direta por parte de acionistas individuais”. A empresa declarou ainda que os contratos firmados em parcerias de desenvolvimento produtivo “seguiram rigorosamente o processo estipulado pelo Ministério da Saúde”.
Lula participou da inauguração da Biomm
Em abril de 2024, Lula participou da inauguração da fábrica de insulina da Biomm, em Nova Lima (MG). Apesar de o Master, de Vorcaro, ser o principal acionista individual da empresa, o banqueiro não esteve presente na cerimônia.
Meses depois da inauguração, em dezembro de 2024, Lula se reuniu com Vorcaro no Palácio do Planalto. De acordo com o site Metrópoles, o encontro durou cerca de uma hora e meia e não constou na agenda oficial da Presidência.
Também participaram da reunião o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega; o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; Gabriel Galípolo, então indicado para assumir a presidência do Banco Central; e Augusto Lima, então CEO do Master.





