Reestruturações societárias, liquidações e investigações reduziram a influência no banco
O grupo do banqueiro Daniel Vorcaro detinha, até meados de janeiro, quase 15% das ações do Banco Regional de Brasília (BRB). A estrutura acionária envolvia aliados e uma fintech, que entrou em colapso semanas depois.
As informações constam no Formulário de Referência 2025, enviado pelo BRB à Comissão de Valores Mobiliários na terça-feira 3. O SBT News divulgou o conteúdo nesta quarta-feira, 4.
O documento motivou a abertura de uma nova investigação da Polícia Federal. Figuram entre os principais acionistas o Will Bank, o fundo Borneo FIP Multiestratégia — administrado pela Reag Investimentos — e João Carlos Mansur, fundador da Reag e aliado de Vorcaro.
Até o início do ano, a Will Bank detinha 6,92% das ações do BRB. A fintech, no entanto, enfrentou problemas de liquidez e descumpriu obrigações contratuais.
Com isso, a Mastercard executou garantias previstas em contrato e assumiu a fatia acionária da empresa no BRB. A operação foi concluída em 20 de janeiro. No dia seguinte, o Banco Central (BC) decretou a liquidação do Will Bank.
Com a perda dessa participação, a influência do grupo de Vorcaro no BRB caiu para menos de 7,8%.
Borneo e Mansur aparecem entre os principais acionistas
Já o fundo Borneo possui 3,164 % das ações e tem apenas um cotista — cujo nome permanece sob sigilo. A Reag, responsável pela gestão do fundo, também sofreu liquidação pelo BC. Ela figura como alvo de investigações por suspeita de envolvimento com organizações criminosas e com o Banco Master.
Mansur, por sua vez, aparece na relação de acionistas com 4,553% das ações, adquiridas com seu próprio CPF. Ele é o único acionista do BRB registrado como pessoa física.





