O petista destacou seu perfil persistente e brincou sobre possíveis confrontos com o presidente norte-americano
Durante um evento realizado no Instituto Butantan, em São Paulo, nesta segunda-feira, 9, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou uma analogia regional ao comentar seu relacionamento com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O presidente brasileiro destacou seu perfil persistente e brincou sobre possíveis confrontos com Trump.
“Quando eu viajar (para os Estados Unidos), eu sou muito teimoso e sou muito tinhoso”, afirmou o petista. “Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião em um presidente, ele não ficaria provocando a gente.”
“Eu não sou doido; vai que eu brigo e ganho, o que vou fazer?”, disse Lula, em tom bem-humorado.
Segundo o petista, o governo brasileiro busca construir uma narrativa internacional baseada no multilateralismo, rejeitando o unilateralismo e a ideia de que “o mais forte pode tudo contra o mais fraco”.
Histórico de encontros e tensões entre Lula e Trump
A relação entre Lula e Trump ganhou destaque depois de encontros como o ocorrido durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em 2025, quando ambos demonstraram sintonia.
Nos anos anteriores, Trump, que tem afinidade política com Jair Bolsonaro, criticou o governo brasileiro por sua postura diante do ex-presidente, período em que Bolsonaro era julgado por “tentativa de golpe de Estado”.
Na ocasião, a Casa Branca implementou uma tarifa extra de 40% sobre produtos do Brasil.
Depois desses episódios, Lula e Trump intensificaram o diálogo, com conversas por telefone em outubro e um encontro na Malásia para tratar das tarifas.
Em dezembro, Lula solicitou ao republicano a revisão das taxas sobre produtos brasileiros e, no fim de janeiro, os dois voltaram a conversar, combinando a viagem do presidente brasileiro a Washington, prevista para março.





