Petista usa caso Master para propor perda de autonomia do Banco Central

Líder do PT na Câmara, Pedro Uczai cita prejuízos e juros altos como motivos para rediscutir limites à autoridade monetária

O deputado Pedro Uczai, líder do PT na Câmara, defendeu rever a autonomia do Banco Central (BC) depois dos desdobramentos do caso Master. Para o parlamentar, a atuação da autoridade monetária e o patamar elevado dos juros reacendem o debate sobre os limites da independência institucional. Segundo ele, o episódio expôs falhas de fiscalização e abriu espaço para questionamentos sobre o modelo atual.

Em entrevista ao site UOL, Uczai argumentou que o BC pôs em xeque a ideia de autonomia absoluta ao permitir, segundo sua avaliação, flexibilizações regulatórias e demora na identificação de problemas. Ele afirma que a liquidação da instituição financeira, depois de prejuízos bilionários, mostra a necessidade de rediscutir o grau de independência do órgão.

Banco Central: imposição de limites

O parlamentar defende uma autonomia do Banco Central com limites mais claros e maior integração com a política econômica do governo. Na avaliação dele, a falta de sintonia entre decisões monetárias, fiscais e econômicas pode comprometer o crescimento do país e dificultar o planejamento de longo prazo.

Uczai sustenta que, quando essas áreas caminham em direções diferentes, a política monetária pode se tornar um freio ao desenvolvimento. Em síntese, afirma, de acordo com o site, que o alinhamento entre essas frentes permitiria ao país avançar de forma mais consistente e estratégica, sobretudo diante dos desafios estruturais da economia brasileira.

O petista elogiou o presidente do BC, Gabriel Galípolo, pela decisão de liquidar o Banco Master. Segundo ele, a identificação dos problemas e a intervenção ocorreram no momento adequado. Ainda assim, o deputado federal atribui a crise a falhas anteriores de supervisão e reforça a necessidade de ajustes no modelo atual.

Ao mesmo tempo, o líder do PT mantém críticas à política de juros do Banco Central. Ele considera as taxas elevadas e defende a continuidade do debate com a equipe econômica. Para o parlamentar, os juros altos reduzem a capacidade produtiva e limitam o crescimento, razão pela qual o tema deve permanecer no centro da discussão política e econômica.

Crédito Revista Oeste

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