Bondi reagiu com frases como “não vou descer ao nível dessa mulher” quando questionada sobre divulgação de documentos
Pamela Bondi, procuradora-geral dos Estados Unidos, confrontou congressistas democratas durante audiência sobre os arquivos de Jeffrey Epstein, nesta 4ª feira, no comitê judiciário da Câmara dos Representantes. A sessão foi marcada por trocas de acusações e interrupções entre a procuradora e membros da oposição, segundo o jornal britânico The Guardian.
O embate mais direto foi com Jamie Raskin, principal democrata no comitê, que tentou conter respostas longas de Bondi. “Você não me diz nada”, reagiu à procuradora. Em outro momento, ela afirmou que não “desceria ao nível” de uma deputada e acusou congressistas de fazerem “teatro” durante a audiência.
Democratas criticaram o Departamento de Justiça pelas redações aplicadas aos documentos divulgados. A deputada Zoe Lofgren disse que o órgão “perdeu credibilidade” ao retirar arquivos do site e alterar censuras. Bondi respondeu afirmando que os questionamentos buscavam atacar o presidente Donald Trump (Partido Republicano).
A procuradora também discutiu com o deputado Ted Lieu, que perguntou se Trump já teria participado de festas com menores de idade. Bondi classificou a pergunta como “ridícula” e disse que não há evidências de crimes cometidos por Trump. Quando Lieu sugeriu possível perjúrio, ela rebateu: “Não me acuse de cometer um crime”.
Documentos divulgados indicam que pessoas próximas a Trump tiveram contatos mais frequentes com Epstein, como Howard Lutnick, Steve Bannon e Elon Musk, mas nenhum deles foi acusado formalmente. Registros citam que Epstein afirmou que Trump “sabia sobre” as garotas, versão negada pelo ex-presidente.
Bondi também enfrentou o republicano Thomas Massie, que defendeu que a responsabilidade pelo acobertamento não se limita ao atual governo. “Isso abrange quatro administrações”, disse Massie, ao afirmar que o problema se estende por décadas.




