ONG que trabalha com combate à corrupção citou os pagamentos feitos por Daniel Vorcaro, do Master, ao ministro
A ONG Transparência Internacional defendeu o afastamento imediato do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli das investigações do caso do Banco Master. “Toffoli precisa ser imediatamente afastado para que as investigações corram sem risco de mais interferências”, escreveu a ONG.
A postagem foi feita na noite desta quarta-feira, 12, logo depois da revelação de que o nome de Toffoli aparece em conversas com o dono do banco liquidado, Daniel Vorcaro, e de que recebeu pagamentos deles.
O ministro admitiu os pagamentos, segundo a Folha de S.Paulo. Ele disse que o dinheiro seria decorrente da venda de sua parte do Tayayá Resort, no Paraná, que pertencia a seus irmãos e teria sido vendido a um fundo ligado a Vorcaro.
Na postagem, a Transparência lembra que Toffoli “anulou, sozinho, todas as provas do maior esquema de corrupção transnacional da história”. É uma referência à decisão proferida em setembro de 2023, quando considerou inválidas todas as provas obtidas no acordo de leniência com a Odebrecht.
A decisão de Toffoli sobre a Lava Jato
Posteriormente, como efeito cascata, dezenas de réus tiveram anulados seus processos na Lava Jato. Com aquela decisão, Toffoli todos os documentos obtidos no acordo com a construtora não puderam mais ser usados em ações criminais, eleitorais, cíveis ou de improbidade administrativa.
A decisão de Toffoli atendeu a um pedido da defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O fundamento da medida de Toffoli foram as mensagens apreendidas na Operação Spoofing, que trata de diálogos entre procuradores da Lava Jato e o ex-juiz e atual senador Sérgio Moro.
No documento, Toffoli considerou “estarrecedora” a sua constatação de que “houve conluio” entre a acusação e o magistrado. Ele também disse que, diante da “gravidade da situação”, “já seria possível, simplesmente, concluir que a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia ser chamada de um dos maiores erros judiciários da história do país”.





