Flávio afirma que irá protocolar ação contra “crimes do PT na Sapucaí”

Senador afirma que desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Lula atacou Bolsonaro e “o maior projeto de Deus na Terra”

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta 2ª feira (16.fev.2026) que mais uma ação contra o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite de domingo (15.fev.2026) será protocolada “rapidamente” no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Em postagem no seu perfil no X, Flávio disse que o PT (Partido dos Trabalhadores), por meio da escola, usou dinheiro público para realizar ataques pessoais ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à “família”

No vídeo, o senador faz uma referência à ala da agremiação cujo tema foi “neoconservadorismo em conserva”, que exibiu fantasias em forma de latas, reunindo no mesmo plano uma alusão aos evangélicos, a um fazendeiro e a uma mulher rica e defensores da ditadura. 

O senador não foi o único congressista a se incomodar com o desfile. A senadora e ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo Bolsonaro, Damares Alves (Republicanos-DF), afirmou no domingo que “ridicularizar” os evangélicos é “inadmissível”. Para ela, foi essa a intenção da escola com a ala. 

Damares também disse que o uso de verba pública para isso é classificado como crime eleitoral por considerar que o desfile foi “uma campanha política antecipada”

Disse também que a igreja evangélica “merece respeito” e classificou o episódio como “perseguição religiosa”. Segundo ela, eventos religiosos reúnem milhares de jovens em diferentes cidades do país.

LULA NA SAPUCAÍ

A Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial do Carnaval do Rio com um samba-enredo sobre Lula: “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

O mulungu é uma árvore nativa do Brasil, encontrada principalmente na Caatinga e na Mata Atlântica. Seu nome científico é Erythrina velutina. Pode atingir até 15 metros de altura. A planta produz flores vermelhas de agosto a janeiro, período em que fica sem folhas. A origem do nome vem do tupi “mussungú” ou “muzungú”, com possíveis raízes etimológicas africanas relacionadas ao significado de “pandeiro”.

Fundada em 2018, a escola participou de só 3 carnavais antes de vencer a Série Ouro (antigo Grupo de Acesso), em 2025, e ser alçada ao grupo de elite do carnaval do Rio. Competirá com agremiações tradicionais do Rio de Janeiro, como Mangueira, Portela e Salgueiro.

Na imagem, ensaio técnico da Acadêmicos de Niterói em 31 de janeiro de 2026

A oposição criticou:

  • Novo – o partido entrou com uma representação no TCU para pedir que a Acadêmicos de Niterói não recebesse o repasse de R$ 1 milhão da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo). A área técnica da Corte de Contas se manifestou a favor de barrar os recursos. A decisão final coube ao relator do caso, Aroldo Cedraz, que negou o pedido para suspender o repasse;
  • Damares Alves e Kim Kataguiri – a senadora (Republicanos-DF) e o deputado federal (União Brasil-SP) moveram ações contra o presidente por causa do enredo da agremiação. Ambas foram rejeitadas pela Justiça Federal;
  • Novo e Kim Kataguiri – ingressaram com um pedido de proibição do desfile. A liminar foi negada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A Corte acompanhou o voto da relatora, Estella Aranha, que foi indicada por Lula ao cargo.

A escolha do enredo não foi a única controvérsia protagonizada pela agremiação fluminense. O Poder360 mostrou, em 5 de fevereiro, que o presidente da escola, Wallace Palhares, foi demitido do cargo de assistente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).

Crédito Poder360

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