Escola de samba chegou a ser rebaixada pela apresentação
Neste domingo, 22, o presidente Lula rebateu críticas ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que o homenageou com um samba-enredo no Carnaval.
O petista, no entanto, evitou comentar a reação de evangélicos à ala chamada de “neoconservadores em conserva” do desfile.
“Eu não penso, porque primeiro eu não sou o carnavalesco, eu não fiz o samba-enredo, eu não cuidei dos carros alegóricos”, disse. “Eu apenas sou homenageado em uma música maravilhosa.”
Em seguida, Lula disse acreditar que o tributo foi mais à sua mãe, Dona Lindu. “É uma pena que a minha mãe já tivesse morrido e não ouvisse a música”, disse. “A música é, na verdade, uma homenagem à minha mãe. É a saga dela de trazer a gente para São Paulo.”
O presidente afirmou ter gratidão à escola e se confundiu ao dizer que visitaria a agremiação quando voltasse a São Paulo, embora ela fique em Niterói (RJ).
No desfile da última semana, a Acadêmicos de Niterói apresentou a trajetória de Lula desde a infância no Nordeste até a Presidência da República.
A escola, porém, terminou em último lugar e foi rebaixada do grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Era a estreia da agremiação na elite.
Partidos acionam TSE por samba-enredo da Acadêmicos de Niterói
O Partido Liberal (PL) e o partido Missão enviaram representações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Lula por causa do enredo.
Ao todo, quatro processos chegaram à Corte. Duas foram antes do desfile e mais duas depois do evento.
Pelo menos 10 ações semelhantes tramitam em diferentes esferas.
Em 12 de fevereiro, o TSE rejeitou as primeiras liminares por entender que não era possível decidir antes dos fatos.
O partido Missão, porém, voltou a alegar propaganda eleitoral antecipada e pediu multa e proibição do uso das imagens do desfile por Lula e pelo PT.
PL pede coleta de provas
Já o PL protocolou pedido de antecipação de provas e afirmou que há suspeita de abuso de poder político e econômico.
A sigla quer dados sobre recursos do desfile, despesas com autoridades no camarote da prefeitura do Rio de Janeiro e tempo de exibição na TV aberta.
A sigla afirma que “uma suposta homenagem a um mandatário em exercício converteu-se em incontestável peça política de promoção e exaltação pessoal da figura de um pré-candidato”. Além disso, a representação acrescenta que houve, “anomalamente, desconstrução da imagem política de seus opositores”.





