Carlos, depois de visita a Bolsonaro: “Saio do hospital destruído”

Vereador expõe momento de fragilidade durante internação do ex-presidente; defesa fez novo pedido a Moraes por prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado em um hospital de Brasília, sem previsão de alta. Nas redes sociais, o vereador Carlos Bolsonaro (PL) relatou que o pai enfrenta efeitos colaterais provocados por medicamentos fortes e descreveu um momento de fragilidade durante uma visita.  

“Confesso que, por algum motivo, hoje foi um dos dias mais difíceis”, escreveu. “Ao entrar no quarto, me deparei com aquele homem forte ‘apagado’ na cadeira, com a cabeça baixa, soluçando enquanto dormia. Precisei recuar. Fiquei alguns minutos em silêncio, do lado de fora, tentando me recompor, antes de entrar novamente.”

Bolsonaro recebe tratamento com antibióticos por via endovenosa, além de suporte clínico intensivo. Conforme boletim médico divulgado nesta quinta-feira, 19, o ex-presidente também realiza sessões de fisioterapia respiratória e motora.

Ele deixou a Unidade de Terapia Intensiva na segunda-feira 16, e passou para uma unidade semi-intensiva. Bolsonaro deu entrada no hospital na sexta-feira 13, em razão de um quadro de pneumonia por broncoaspiração.

Confesso que, por algum motivo, hoje foi um dos dias mais difíceis ao visitar o Presidente Jair Bolsonaro.

Ao entrar no quarto, me deparei com aquele homem forte “apagado” na cadeira, com a cabeça baixa, soluçando enquanto dormia. Precisei recuar. Fiquei alguns minutos em… pic.twitter.com/dAEREmgQFf— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) March 19, 2026

“Quando voltei, ele continuava da mesma forma”, acrescentou Carlos. “Me aproximei, fiz um carinho em sua cabeça, e ele sequer reagiu. Me explicaram que, por conta das medicações fortes, sua sensibilidade está ainda mais elevada. Ele usa, inclusive, uma pulseira com a indicação: ‘RISCO DE QUEDA’.”

Defesa de Bolsonaro se reuniu com Alexandre de Moraes

Na terça-feira 17, os advogados de Bolsonaro estiveram com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para formalizar um novo pedido de prisão domiciliar. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acompanhou o encontro e assumiu papel ativo nas negociações.

“Demonstramos que o quadro tende a piorar se ele permanecer onde está, principalmente pelo risco de ficar sozinho e ter alguma intercorrência”, disse Flávio.

Conforme o senador, a defesa solicitou formalmente a audiência, que transcorreu de forma objetiva, sem que Moraes antecipasse qualquer posicionamento. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em virtude da suposta trama de golpe de Estado.

Crédito Revista Oeste

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