PT confirma Haddad na disputa pelo governo de São Paulo

Ministro descarta ideia de ‘sacrifício’ e admite ‘debate duro’ com Tarcísio

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi confirmado nesta quinta-feira, 19, como pré-candidato ao governo de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), em evento ao lado do presidente Lula da Silva no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo. 

Mais cedo, na capital paulista, Haddad anunciou que deixaria nesta quinta, 19, o comando da Fazenda e aproveitou para fazer um balanço de sua gestão. Ele será substituído pelo secretário-executivo do ministério, Dario Durigan.

Haddad nega pressão e descontentamento 

Sem citar nominalmente o governador Tarcísio de Freitas, Haddad afirmou que há um “debate duro” pela frente, mas que pode resultar no “despertar” do povo paulista. O ex-ministro rebateu as afirmações, frequentemente feitas por aliados, de que estaria indo para o “sacrifício” na disputa estadual.

“Quando eu vejo notícia de que o Haddad está indo para o sacrifício, eu digo: essa pessoa ainda não sentou comigo para tomar um chope. Porque, se ela me conhecesse, jamais diria que entrar num ringue por essa boa causa é um sacrifício para mim. É um grande privilégio lutar ao lado de vocês”, discursou.

Embora tenha afirmado que Haddad é o “ministro da Fazenda mais exitoso que este país já teve” e elogiado a sua capacidade de negociação com o Congresso, Lula admitiu que a percepção da sociedade sobre a economia “ainda não é boa”.

“Tem tantas coisas que nós conquistamos, mas o povo quer mais. Porque o povo está mais endividado. O padrão de consumo da sociedade também mudou”, disse Lula, acrescentando que cada um quer fazer uma “despesinha pessoal” e que, apesar de as pessoas estarem ganhando mais em relação ao início do governo, a sensação não é essa.

“A situação econômica é boa, mas a percepção da sociedade ainda não é boa”, declarou o presidente, para quem o país vive uma “era da percepção”. “Nós temos que fazer mais. E, para fazer mais, temos que olhar para a política.”

Haddad resistia à ideia de disputar novamente o Palácio dos Bandeirantes, mas acabou cedendo à pressão de Lula, que o considera a opção mais segura para montar um palanque mais competitivo no maior colégio eleitoral do país.

Crédito Revista Oeste

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