Ao conceder a prisão domiciliar, o ministro proibiu visitas de aliados e políticos durante um período importante de campanha
Restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impactam o início das movimentações políticas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para as eleições deste ano. Ao conceder a prisão domiciliar, o juiz proibiu visitas de aliados e políticos durante um período.
Com a decisão, Bolsonaro deve cumprir prisão domiciliar e só poderá receber familiares, advogados e médicos por 90 dias. Moraes justificou a medida com base em recomendações médicas para idosos que se recuperam de pneumonia nos dois pulmões e ressaltou a necessidade de ambiente controlado para evitar infecções.
Consequências políticas da restrição de Moraes a Bolsonaro
Esse intervalo, que coincide com a janela partidária e o processo de desincompatibilização de pré-candidatos, impede que o ex-presidente faça articulações diretas em momento comum de definições de candidaturas e de filiações partidárias.
O isolamento de Bolsonaro ocorre depois da reabertura, no final de 2025, de investigação contra Valdemar Costa Neto por suposto envolvimento em plano de golpe de Estado. O ex-presidente foi condenado a mais de 27 anos de prisão pela mesma razão.
Antes de ser submetido à prisão domiciliar, Bolsonaro recebeu, na Superintendência da Polícia Federal (PF) e na Papudinha, diversas lideranças políticas. Ele organizou candidaturas e consolidando o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu indicado à Presidência da República.
Durante os próximos meses, a interlocução do ex-presidente com o meio político ocorrerá por intermédio dos filhos Flávio e Carlos Bolsonaro, além de Jair Renan. Eles têm autorização para visitá-lo duas vezes por semana, por até duas horas cada um.





