Lula erra geografia sul-americana em nova gafe

Chefe do Executivo afirmou que Brasil faz fronteira com todos os países da América do Sul

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou um novo equívoco geográfico nesta quarta-feira, 25, ao detalhar as potencialidades comerciais da aviação brasileira. Durante visita técnica ao polo de manutenção da Latam, em São Carlos (SP), o mandatário asseverou que o Brasil compartilha limites territoriais com todos os países da América do Sul. A declaração desconsidera a realidade cartográfica da região, uma vez que Chile e Equador não possuem fronteiras secas ou molhadas com o domínio brasileiro.

O deslize ocorreu logo que o petista exaltava a capacidade de produção da Embraer. O governo estima um aporte de aproximadamente R$ 11 bilhões na aquisição de até 74 jatos do modelo E195-E2 pela Latam, em negociação iniciada no segundo semestre do ano passado. Acompanhado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelos ministros da Fazenda e do Trabalho, Lula utilizou o argumento da proximidade regional para justificar a expansão da frota, ignorando o isolamento geográfico de dois vizinhos continentais.

Sequência de lapsos verbais

A falha em São Carlos soma-se a uma outro tropeço retórico registrado nesta semana. Na terça-feira, 24, o ocupante do Palácio do Planalto gerou perplexidade ao celebrar a aprovação do Projeto de Lei Antifacção. Na ocasião, o presidente agradeceu aos parlamentares por transformarem o Brasil em um dos países “mais respeitados do mundo no crime organizado”. A Secretaria de Comunicação precisou intervir para retificar a fala, alegando que o governante pretendia mencionar o “combate” às facções e não a liderança nelas.

A tendência de construções frasais problemáticas marcou também agendas externas recentes. Durante passagem pela Indonésia em outubro de 2025, o chefe de Estado inverteu a lógica do narcotráfico ao classificar os traficantes como vítimas dos dependentes químicos. Naquela oportunidade, o mandatário sugeriu que o enfrentamento aos usuários seria uma tarefa mais simples do que o combate aos fornecedores de entorpecentes.

Crédito Revista Oeste

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