Ex-presidente estava internado em virtude de uma pneumonia bacteriana por broncoaspiração
O cardiologista Brasil Caiado afirmou nesta sexta-feira, 27, que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica e já deixou o Hospital DF Star, em Brasília, onde estava internado desde 13 de março.
“O presidente Jair Bolsonaro acabou de ter alta hospitalar”, disse Caiado em coletiva de imprensa. “A evolução nesses últimos dois dias foi conforme nós esperávamos: tranquila e sem nenhuma intercorrência, com medicação totalmente adaptada, já com transição para medicação por via oral para uso em casa.”
Caiado afirmou que a primeira semana de internação de Bolsonaro exigiu maior atenção da equipe médica, principalmente por causa da resposta do organismo ao tratamento. Ainda assim, segundo ele, o quadro evoluiu dentro do esperado.
Na semana seguinte, o ex-presidente passou a apresentar melhora gradual, com avanços consistentes nos exames laboratoriais e de imagem. Esse cenário, explicou o cardiologista, permitiu que a equipe seguisse o cronograma previsto para a recuperação.
“Normalmente, essas infecções agudas com características de gravidade, como a do presidente, na fase inicial do tratamento geram muita apreensão”, acrescentou o cardiologista. “Nós, médicos, muitas vezes não sabemos como será o desenrolar da internação e da progressão da doença. No entanto, ele evoluiu de forma bem satisfatória. Agora começa uma nova fase, com preparo fisioterapêutico motor e respiratório, um programa de reabilitação cardiopulmonar, e já discutimos com as equipes de cada modalidade. Nós estaremos o acompanhando pelo tempo que for necessário.”
No hospital, Bolsonaro recebeu diagnóstico de pneumonia bacteriana bilateral causada por broncoaspiração. A enfermidade exigiu antibioticoterapia por via endovenosa, suporte clínico intensivo e sessões de fisioterapia respiratória.
STF estabelece prazo e condições do regime domiciliar
Depois de deixar o DF Star, Bolsonaro seguiu para sua residência, localizada no Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico. No local, vai cumprir pena em regime domiciliar, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida tem validade inicial de 90 dias.
Nesse período, o ex-presidente deverá utilizar tornozeleira eletrônica e ficará impedido de acessar redes sociais ou produzir conteúdos de mídia. Ao término do prazo, o STF vai reavaliar a necessidade da manutenção da medida, podendo, inclusive, determinar nova perícia médica.
Em casa, Bolsonaro permanecerá ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, da filha Laura e da enteada Letícia Firmino. As regras impostas pelo STF restringem visitas e permitem apenas o contato com filhos e advogados. Entre os autorizados estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o vereador Carlos Bolsonaro (PL) e Jair Renan (PL-SC).





