Governo formaliza ao Senado indicação de Messias ao STF

O atual chefe da Advocacia-Geral da União precisará do apoio de ao menos 41 senadores para conquistar o cargo no Supremo

O governo Lula confirmou que enviou ao Senado Federal, nesta quarta-feira, 1º, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Oeste, a Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República confirmou que enviou o documento à mesa diretora do Senado com um dia de atraso.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira, 31, já havia comunicado que encaminharia a documentação oficializando a indicação do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) ao Supremo.

O petista levou 132 dias desde o anúncio da indicação, que ocorreu em 20 de novembro do ano passado, até encaminhar a mensagem ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O envio é uma etapa essencial para que o processo de sabatina comece.

“Darei continuidade à minha jornada no Senado com humildade e fé”, disse Messias. “Buscarei novamente o diálogo com todos os senadores e senadoras, pois este é um momento que exige entendimento.”

O presidente da República optou por adiar o processo, devido ao cenário político desfavorável à aprovação de Messias.

A base governista no Senado teve dificuldade em mudar a visão dos senadores, que, como Alcolumbre, desejavam a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao STF.

Sabatina de Messias

O petista decidiu enviar a indicação depois de ter recebido, nos últimos dias, o aval positivo de integrantes do centrão sobre a aprovação do nome de Messias na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania do Senado.

Apesar de a expectativa atual ser positiva para o atual chefe da AGU, a oposição promete um processo longo e duro, com perguntas sobre a atuação dele no governo e sobre o escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social.

A nomeação do ministro-chefe da AGU para o STF está paralisada há quatro meses, desde o anúncio feito por Lula em 20 de dezembro de 2025. São necessários pelo menos 41 dos 81 senadores para a aprovação.

Crédito Revista Oeste

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