De acordo com a defesa, relatórios médicos indicam necessidade de um novo procedimento cirúrgico no ex-presidente
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (3/4), relatórios médicos que indicam a necessidade de um novo procedimento cirúrgico no ex-presidente.
Segundo relatório fisioterapêutico, Bolsonaro apresenta um quadro de dor intensa no ombro direito e que, após avaliação ortopédica e exames complementares, houve a “indicação de tratamento cirúrgico.”
Segundo o fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, que acompanha Bolsonaro, o ex-presidente já apresentava dores no ombro antes da última alta médica, ocorrida em 27 de março.
Um dia antes, o ex-presidente teria passado por avaliação ortopédica, com realização de exames complementares e indicação de tratamento cirúrgico.
Em cumprimento de prisão domiciliar desde então, o profissional afirma que, além de dor intensa, Bolsonaro apresenta limitação de movimento – com elevação do braço restrita a 90 graus –, perda de força e assimetria postural “caracterizada por inferiorização do ombro direito em relação ao esquerdo.”
Prisão domiciliar
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 27 de abril, quando recebeu alta hospitalar. Em casa, o ex-presidente deverá cumprir uma série de regras determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, durante um período inicial de 90 dias. Entre elas, está a proibição do uso de celular e o recebimento de visitas.
A proibição ocorre sob a justificativa de “evitar risco de sepse e controle de infecções”. Atualmente, moram com Bolsonaro a mulher dele, Michelle Bolsonaro, a filha mais nova, Laura Bolsonaro, e a enteada, Letícia Firmino.
Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025, pela Primeira Turma do STF, a 27 anos e 3 meses de prisão, por liderar uma inexistente trama golpista.





