Família de Moraes ampliou patrimônio imobiliário em mais de 250% desde 2017

Levantamento revela aquisição de imóveis milionários desde a chegada do ministro ao STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou de forma significativa o patrimônio imobiliário desde que assumiu a cadeira na Corte, em março de 2017. Ele e sua mulher, a advogada Viviane Barci, passaram a reunir 17 imóveis avaliados em R$ 31,5 milhões, segundo registros em cartório.

Documentos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo mostram que o casal elevou esse patrimônio em 266% no período. Quando o ex-presidente Michel Temer indicou Moraes ao STF, ambos mantinham 12 propriedades, estimadas em R$ 8,6 milhões.

Nos últimos cinco anos, Moraes e Viviane direcionaram R$ 23,4 milhões à aquisição de imóveis em Brasília e São Paulo. Os registros em cartório mostram que todas as compras ocorreram sem financiamento.

Aquisições ao longo de décadas somam mais de R$ 30 milhões

O levantamento revela que o casal direcionou a maior parte dos recursos ao mercado imobiliário no período mais recente. Desde 2021, os investimentos alcançaram mais de dois terços do total aplicado ao longo de quase 30 décadas.

Ao todo, Moraes e Viviane destinaram R$ 34,8 milhões à compra de 27 imóveis em 29 anos. Parte dessas propriedades já foi vendida, o que explica a diferença em relação ao valor atual da carteira.

A maior parte das aquisições recentes ocorreu por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa utilizada para administrar os bens da família. A sociedade pertence a Viviane e aos dois filhos do casal.

Mesmo sem participação formal na empresa, Moraes integra o patrimônio comum por causa do regime de comunhão parcial de bens.

Entre as compras mais recentes, está um apartamento de 86 metros quadrados no Jardim Paulista, em São Paulo. O imóvel custou R$ 1,05 milhão, com pagamento de sinal e quitação integral em transferência bancária.

O Lex Instituto também participou da aquisição de uma casa de 776 metros quadrados no Lago Sul, em Brasília, por R$ 12 milhões. O pagamento ocorreu em duas etapas, com sinal e transferência final.

Quatro meses antes, o casal comprou outro apartamento em Campos do Jordão (SP). A unidade se soma a um imóvel adquirido anteriormente no mesmo condomínio.

Escritório de Viviane Barci amplia presença em Brasília

O escritório de Viviane Barci ampliou a presença em Brasília e adquiriu uma sala comercial na capital federal. A banca também possui participação em imóvel localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo.

O crescimento das atividades do escritório passou a gerar questionamentos depois da divulgação de contrato com o Banco Master, no valor de R$ 129 milhões por três anos.

Segundo informações divulgadas pela própria banca, Viviane prestou serviços nas áreas de compliance e Direito criminal ao Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Os pagamentos mensais chegaram a R$ 3,6 milhões.

No período de 21 meses, o escritório recebeu pelo menos R$ 75,6 milhões da instituição financeira, controlada por Daniel Vorcaro, investigado em inquérito no STF.

Negócios imobiliários envolvem profissionais com atuação no STF

Parte das negociações imobiliárias envolveu advogados com atuação no STF. Em março de 2024, o casal vendeu um imóvel no Guarujá por R$ 1,4 milhão.

Entre os compradores estava um advogado com processos na Corte. Segundo a Folha, anos antes, Moraes havia concedido decisão favorável a um cliente desse profissional em um caso de estelionato.

Ao jornal, o advogado afirmou que não mantém relação pessoal com o ministro declarou que realizou a compra diretamente “de uma pessoa jurídica que não pertence a ele”.

Outra operação envolveu a aquisição de uma sala comercial em Brasília de uma advogada que também atua no STF, mas sem processos sob relatoria de Moraes.

Antes da recente expansão, entre 1997 e 2014, o casal havia destinado R$ 12,2 milhões à compra de imóveis.

Crédito Revista Oeste

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