Governo Lula admite descontrole sobre avanço de facções na Amazônia

Resposta do Ministério da Justiça a requerimento expõe ausência de estratégia federal diante da expansão do crime organizado

O Ministério da Justiça e Segurança Pública admitiu a falta de controle e de diagnóstico do governo federal sobre o avanço do crime organizado na Amazônia Legal. As declarações foram apresentadas neste mês, em resposta a um requerimento apresentado pelo deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) em novembro.

A pasta reconhece que ainda não possui um levantamento detalhado sobre as causas da expansão das facções criminosas na região.

“Embora o tema seja de elevada relevância estratégica, não há, até o presente momento, um diagnóstico detalhado e consolidado que identifique, de forma exaustiva, todas as causas responsáveis pela expansão da presença de facções criminosas na Amazônia Legal”, afirmou o ministério.

Atuação de facções na Amazônia cresceu 50% em 2 anos

Para o deputado amazonense, a resposta escancara fragilidade na atuação federal diante de um problema considerado crítico. “O governo reconhece que não sabe por que o crime avançou tanto. Isso é inadmissível”, afirmou.

Dados apresentados por Alberto Neto indicam que, em dois anos, a atuação de facções criminosas saltou de 178 para 344 municípios na região — crescimento próximo de 50%. Segundo ele, o avanço ocorre sem que haja explicação objetiva ou estratégia clara para conter a expansão.

Embora o Ministério da Justiça cite investimentos e operações de segurança, o documento não apresenta resultados concretos na contenção do crime organizado. Para Capitão Alberto Neto, o cenário reflete uma expansão territorial das organizações criminosas diante da ausência do Estado.

Governo Lula admite falta de diagnóstico sobre avanço de facções na Amazônia
Trecho da resposta do Ministério da Justiça | Foto: Reprodução/Capitão Alberto Neto

O deputado também alertou para impactos sobre a soberania nacional, sobretudo em áreas de fronteira, e para o aumento da insegurança na região Norte. “Quando o Estado recua, o crime ocupa. Hoje vemos facções controlando territórios e rotas e impondo medo à população”, afirmou.

Ele disse que continuará cobrando medidas do governo federal. “A Amazônia não pode ser território sem comando”, concluiu.

Crédito Revista Oeste

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