Mendonça autoriza defesa de Vorcaro a acessar novos documentos do caso Master

Ministro liberou mais de 600 arquivos à defesa do ex-banqueiro

O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), liberou à defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro o acesso a um lote com pouco mais de 600 documentos relacionados à instituição financeira.

O ministro tomou a decisão nesta semana, o que levou os advogados do ex-dono do Master a concentrar esforços na análise do material, segundo revelou o portal Metrópoles.

O gabinete de Mendonça vem liberando o acesso a documentos sigilosos a advogados do caso Master, desde que não haja risco às investigações.

Para isso, a equipe realiza uma verificação prévia para confirmar se o requerente possui procuração nos autos e se os arquivos solicitados dizem respeito ao processo de seu cliente.

Além de analisar o material, a defesa de Vorcaro tem se reunido diariamente com ele na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde ele está preso. Os encontros começam por volta das 9h e seguem até as 17h30. Nas conversas, o dono do Master elabora rascunhos dos anexos de sua proposta de delação premiada.

O ceticismo dos investigadores, sobre a delação de Vorcaro

Até agora, apenas Vorcaro e Fabiano Zettel, empresário e cunhado do ex-banqueiro, investigado por suspeita de intermediar pagamentos e integrar a estrutura do grupo sob apuração, buscavam negociar delações. Advogados dos investigados tentam mapear as informações já em posse da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República antes de decidir o que relatar.

A PF mantêm ceticismo em relação à proposta de acordo que as defesas devem apresentar. Investigadores avaliam que Mendonça só homologará a colaboração se houver avanço significativo em relação ao que já foi apurado. Também questionam a cifra de R$ 40 bilhões mencionada nas negociações, já que não está claro de onde viria esse montante.

Agentes ainda suspeitam que Vorcaro não tinha controle total sobre o destino dos recursos, o que levanta incertezas sobre valores possivelmente desviados para patrimônio pessoal, cujo paradeiro segue indefinido. O caso Master e bancos ligados ao grupo já acumulam quase R$ 60 bilhões em custos ao Fundo Garantidor de Créditos nos últimos 30 anos.

Crédito Revista Oeste

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