PT desconfia de Pacheco e volta a cogitar outro candidato em MG

PT vê com desconfiança a possível participação de Rodrigo Pacheco na derrota de Messias no Senado e volta a cogitar outro candidato em MG

A cúpula do PT já admite, nos bastidores, apoiar outro nome para disputar o governo de Minas Gerais e servir de palanque para o presidente Lula no estado, nas eleições de 2026.

Lideranças petistas ouvidas pela coluna sob reserva dizem que o partido voltou a considerar o apoio ao ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, que é pré-candidato a governador pelo PDT.

A possibilidade surgiu após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF. Parte do governo atribui a derrota ao senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), nome de Lula ao governo mineiro até então.

A tese de que Pacheco teria participado do revés de Messias no Senado foi recebida com preocupação por lideranças do PT e acendeu um alerta sobre a confiabilidade do parlamentar.

Apesar do sentimento, os petistas admitem ainda não saber qual será a posição de Lula em relação a Pacheco. Seis dias após a derrota, o presidente da República não se manifestou sobre o revés de Messias.

Publicamente, aliados de Pacheco negam que ele tenha trabalhado contra Messias. Também negam que ele tenha desistido de concorrer ao governo, embora ainda não tenha oficializado a candidatura.

Minas Gerais é um dos principais colégios eleitorais do país. O estado é considerado determinante e, historicamente, costuma ser um termômetro para a vitória aos candidatos presidenciais.

Disputa em MG

Em Minas, o líder das pesquisas ao governo do estado é o também senador Cleitinho (Republicanos). O parlamentar aparece nos levantamentos com percentuais que variam entre 30% e 37%.

Kalil aparece em segundo lugar, com 14% a 18%, seguido de Pacheco, que tem entre 8% e 12%, de acordo com a pesquisa eleitoral Genial/Quaest divulgada na última terça-feira (28/4).

Sob reserva, lideranças do PDT, partido do ex-prefeito de Belo Horizonte, disseram à coluna que o apoio de Lula a Kalil seria bem-vindo, mas que ambos ainda precisam acertar os ponteiros.

Crédito Metrópoles

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