Justiça Federal aceita denúncia contra vereador petista depois que ele acusou deputado de desviar emendas
A Justiça Federal aceitou a queixa-crime do deputado Nikolas Ferreira contra o vereador Pedro Rousseff. O sobrinho-neto de Dilma Rousseff agora responde como réu por difamação. O processo avançou depois de o petista publicar vídeos com acusações sobre o uso de verbas parlamentares em Minas Gerais.
Nikolas alega que o vereador mentiu ao associar o envio de R$ 1,5 milhão para Nova Serrana a interesses familiares. Em vídeo de junho de 2025, Rousseff sugeriu que o dinheiro favoreceria o tio do deputado, Enéas Fernandes. O parlamentar afirma que críticas são aceitáveis, mas ataques pessoais criminosos devem ser punidos.
Acusações e família
O petista também mencionou a prisão de um primo de Nikolas por tráfico de drogas para atacar o deputado. Rousseff ligou a família do congressista a esquemas ilegais quando Glaycon Fernandes foi detido em maio de 2025. Para a defesa de Nikolas, as falas extrapolam o debate político e buscam destruir a honra do parlamentar.
Pedro Rousseff afirmou em nota que ainda não conhece o teor completo da decisão judicial. O vereador declarou que Nikolas tenta calar seu mandato com processos frequentes. Ele prometeu continuar com as publicações e disse que a ação prova o incômodo causado ao deputado do PL.
Histórico da verba
O impasse começou com o repasse de emendas de Nikolas para o município mineiro ainda em 2024. Na época, Enéas Fernandes disputava a prefeitura da cidade, mas acabou derrotado nas urnas. O vereador de Belo Horizonte usou o fato para insinuar irregularidades no destino do recurso público.
A Justiça entendeu que existem indícios suficientes de crime para abrir o processo penal. O caso segue agora para a fase de coleta de provas e depoimentos. Se condenado, o vereador petista pode sofrer sanções previstas no Código Penal para casos de difamação contra funcionários públicos.





