O pedido de abertura de inquérito havia sido feito pelo então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski
Depois de ser questionada pela 8ª Vara Criminal de Brasília, a Polícia Federal comunicou que não instaurou inquérito para investigar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por associar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao regime de Bashar al-Assad. O caso partiu de uma denúncia feita por um cidadão com dupla nacionalidade, russa e brasileira, que indicou a divulgação de uma imagem no WhatsApp de quando o ex-presidente relaciona Lula ao ex-ditador sírio e à execução de pessoas LGBTQIA+.
Até o momento, Bolsonaro não é alvo de investigação formal, pois, depois do esclarecimento da PF, permanece a dúvida se a apuração caberá à Polícia Civil do Distrito Federal ou ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. A postagem em questão foi publicada em 15 de janeiro do ano passado no canal oficial de WhatsApp do ex-presidente, mas já não está mais acessível nos perfis de Bolsonaro, que cumpre atualmente prisão domiciliar humanitária por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Pedido de inquérito e contexto da postagem
O pedido de abertura de inquérito havia sido feito pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, à PF em julho do ano passado, porém a corporação não levou adiante a investigação. O conteúdo compartilhado por Bolsonaro citava o regime de Bashar al-Assad, deposto em dezembro de 2024, quando o ditador e familiares fugiram para a Rússia depois de rebeldes dominarem Damasco.
Bashar al-Assad esteve à frente do governo sírio entre 2000 e 2024, período em que veículos internacionais reportaram criminalização da homossexualidade, além de relatos de perseguição e violência contra a população LGBTQIA+.





