Planalto amplia crédito, FGTS e benefícios sociais enquanto inflação segue acima da meta
O governo Luiz Inácio Lula da Silva ampliou nos últimos meses uma série de medidas econômicas que devem movimentar cerca de R$ 140 bilhões em 2026. O pacote reúne expansão de crédito, mudanças tributárias, uso do FGTS e programas sociais voltados ao aumento do consumo.
As iniciativas avançam em meio a desaceleração da economia, inflação persistente e juros elevados. Mesmo nesse cenário, o Palácio do Planalto intensificou programas que colocam mais dinheiro em circulação.
Entre as principais medidas está a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. O impacto estimado é de R$ 31 bilhões. O governo também ampliou linhas de crédito para caminhoneiros e empresas do setor de transporte por meio do programa Move Brasil, com R$ 21,2 bilhões de créditos para compra de caminhões, ônibus e demais veículos pesados.
Planalto amplia crédito e consumo
O pacote inclui ainda mudanças no crédito consignado privado, expansão do Desenrola 2.0, uso do FGTS para abatimento de dívidas e novas modalidades de financiamento imobiliário. As medidas aumentam a oferta de crédito e estimulam o consumo em diferentes setores da economia.
Ao mesmo tempo, o avanço desses programas ocorre enquanto o Banco Central (BC) mantém juros elevados para tentar conter a inflação. A ampliação da circulação de dinheiro e do crédito pode dificultar o controle dos preços.
O governo também expandiu programas voltados à população de baixa renda, como o Luz do Povo e o Gás do Povo. As iniciativas preveem descontos e gratuidade parcial em contas de energia elétrica e botijão de gás para famílias inscritas no CadÚnico.
Levantamento do BTG Pactual revela que as medidas já provocaram revisão nas projeções econômicas. A estimativa de inflação subiu de 4,7% para 4,9%, acima da meta perseguida pelo BC.
O Ministério da Fazenda sustenta que os programas ampliam o acesso ao crédito e fortalecem a atividade econômica.





