Pré-candidato à Presidência promete endurecer o combate ao crime organizado: ‘Marginal não vai ter mais vez no Brasil’
O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) elevou o tom contra o crime organizado nesta terça-feira e afirmou que integrantes do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) deveriam “meter o pé do Brasil” antes de uma eventual mudança de governo em 2027.
“Marginais de CV e PCC, ouçam: metam o pé do Brasil até dezembro deste ano, porque senão, a partir do ano que vem, vai todo mundo ser preso ou neutralizado pelas nossas polícias. Marginal não vai ter mais vez aqui no Brasil”, declarou.
A fala ocorreu durante discurso no encontro da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), nesta terça-feira, 19. Na ocasião, o senador prometeu endurecimento na área de segurança pública caso vença a disputa pela Presidência da República.
Mudança na segurança pública
Flávio também anunciou a intenção de criar um Ministério da Segurança Pública com orçamento próprio e atuação voltada à integração entre municípios, Estados e União. A pasta teria como prioridade o investimento em tecnologia, inteligência artificial e capacitação das forças policiais locais.
“Vamos ter pela primeira vez no Brasil um Ministério da Segurança Pública, com um orçamento grande, que possa viabilizar que os municípios invistam também em segurança pública”, afirmou.
Fortalecimento das guardas municipais
O senador também defendeu o fortalecimento das guardas municipais, recentemente reconhecidas como polícias municipais, e afirmou que elas terão papel central no combate à criminalidade.
“As guardas municipais têm um papel fundamental em ajudar no combate à criminalidade”, disse. “O marginal, infelizmente, só respeita o que teme. E quanto mais profissionais qualificados nós tivermos para o uso de arma de fogo, mais segurança nós teremos em todo o Brasil.”
O parlamentar também fez críticas indiretas aos governos do PT, especialmente na Bahia, estado que classificou como um dos “estados mais violentos do Brasil, governado pela esquerda há mais de 20 anos”.
Ao longo da fala, Flávio vinculou o aumento da criminalidade à burocracia, à corrupção e à ausência de investimentos em tecnologia e integração de dados. Segundo ele, sistemas de inteligência artificial poderiam ajudar no reconhecimento de veículos roubados, pessoas com mandados de prisão e monitoramento urbano em tempo real.
O senador ainda disse que pretende adotar um modelo de gestão “mais digital” e inspirado no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, defendendo redução da burocracia e maior integração entre os entes federativos.





