Feminista que participava de podcast com a vereadora disse que “chuparia” a parlamentar
A vereadora Eduarda Campopiano (PL), de Praia Grande (SP), denunciou assédio sexual durante um debate exibido no último sábado (23), no podcast RedCast. O episódio ocorreu durante o quadro Contraponto, que reúne participantes com visões ideológicas opostas para discutir temas políticos, religiosos e comportamentais.
– Eu fui assediada por uma mulher. Eu achei que esse fosse ser só mais um debate meu contra feministas, como todos os que eu costumo fazer. Até que uma das feministas decidiu soltar esse absurdo pra mim – declarou a vereadora, em vídeo publicado nas redes sociais.
O debate colocava frente a frente duas mulheres que o podcast identificava como “bruxas feministas”, uma delas identificada como Savani; e duas participantes que eram apresentadas como “cristãs submissas”, dentre as quais estava Eduarda. A discussão girava em torno de temas ligados a religião e comportamento, dentre os quais a liberdade sexual feminina.
Em determinado momento da conversa, Savani afirmou que “chuparia” Eduarda, interrompendo o debate e provocando reação imediata da vereadora, que ameaçou deixar o programa. Pouco depois, Eduarda decidiu permanecer na discussão, mas afirmou que abandonaria o estúdio caso a “falta de respeito” voltasse a acontecer.
Mais adiante, Savani retomou o assunto e afirmou que apenas havia dito o que “faria” com a vereadora. Nas redes sociais, Eduarda apontou que o episódio evidencia a diferenciação de tratamento dado a casos semelhantes quando a autora das falas é uma mulher.
– Imagina se isso fosse um homem? Imagina se no lugar dela fosse um homem tendo a cara de pau de falar todas essas coisas pra mim na frente de uma câmera? Ele com certeza teria saído de lá preso – disse.
A vereadora também criticou a seletividade adotada quando o caso envolve, além de mulheres, pessoas com linha ideológica de esquerda.
– Como a assediadora da vez foi uma mulher, e uma mulher de esquerda, aparentemente ela tem passe livre pra cometer o crime que ela quiser – afirmou.
Eduarda afirmou que pretende levar o caso adiante judicialmente e relacionou o episódio a uma disputa de valores morais e religiosos.
– É exatamente sobre isso que nós estamos falando, quando a gente diz que a nossa guerra não é política, ela é espiritual – completou.





