Presidente norte-americano, Donald Trump, colocou organizações criminosas brasileiras na classificação de ‘terroristas’
Em entrevista ao programa Oeste Com Elas, nesta sexta-feira, 29, o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) comemorou e analisou a decisão dos Estados Unidos (EUA) de classificar as organizações criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas.
Conforme o parlamentar, o país norte-americano vai empregar cem vezes mais esforços, em razão da mudança. Bilynskyj explicou que o orçamento dos Estados Unidos para o enfrentamento ao terrorismo é muito maior.
“Foi uma grande vitória do nosso presidente Flávio, e tem um ponto importante que é a questão de orçamento”, começou a explicar o deputado.
“É uma decisão soberana dos EUA, e, do ponto de vista orçamentário, como organizações terroristas, dentro do ecossistema americano, quem vai combater essas organizações é o Departamento de Defesa. Antes, isso era feito pelo FBI. A diferença de orçamento entre os dois é de cem vezes. O Departamento de Defesa tem cem vezes o orçamento do FBI. Então, agora, a gente vai ver o emprego de muito mais dinheiro no combate ao PCC e ao CV por parte dos Estados Unidos.”
Governo Lula rejeita classificação dos EUA
O governo dos Estados Unidos anunciou oficialmente nesta semana a inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas estrangeiras. A medida entra em vigor em 5 de junho e foi confirmada pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
Integrantes do governo Lula já se posicionaram contra a decisão. Pessoas do Planalto afirmam que as facções atuam por motivação econômica, e não ideológica, o que afastaria a caracterização de terrorismo.
O assessor internacional da Presidência, Celso Amorim, por exemplo, declarou que equiparar crime organizado a terrorismo “não ajuda” no combate às organizações criminosas.





