Material entregue à PF e à PGR também menciona supostos pagamentos a Ciro Nogueira e Cláudio Castro
A nova proposta de colaboração premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) inclui referências a supostos repasses financeiros envolvendo o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, e integrantes do PT da Bahia.
De acordo com informações divulgadas pelo Metrópoles, Vorcaro relata que pagamentos milionários teriam sido realizados por meio de um escritório de advocacia ligado a Rueda. O dirigente partidário é apontado como uma das figuras associadas à indicação de integrantes da antiga diretoria do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro que realizou investimentos bilionários em ativos relacionados ao Banco Master.
Antonio Rueda nega qualquer irregularidade. Publicamente, ele afirma não possuir relação pessoal com Vorcaro, embora reconheça que seu escritório prestou serviços jurídicos ao banco.
A proposta de delação também faz menção a supostos pagamentos destinados a integrantes do PT baiano. Segundo o relato atribuído a Vorcaro, os valores estariam relacionados à operação do programa Credcesta, modalidade de crédito consignado destinada a servidores públicos ativos e aposentados da Bahia.
O Banco Master operou o programa entre 2018 e 2022, período em que o estado era governado por Rui Costa, então filiado ao PT e atualmente figura de destaque no governo federal. Rui já declarou que teve apenas um encontro institucional com Vorcaro e defende o prosseguimento das investigações sobre o caso.
Além de Rueda e dos integrantes do PT da Bahia, a nova versão da colaboração também cita o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). Segundo a publicação, Vorcaro passou a classificar benefícios atribuídos aos dois políticos como supostas propinas, abandonando a versão anterior de que se tratariam apenas de favores decorrentes de relações pessoais.




