Flávio Bolsonaro diz que Lula “lambe as botas da China e taca pedra nos EUA”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (8) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adota uma postura de alinhamento com a China enquanto mantém um discurso hostil em relação aos Estados Unidos.

Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o parlamentar afirmou que Lula transformou a atuação internacional do Brasil em um “vexame” ao adotar, segundo ele, uma postura ideológica nas relações exteriores.

Flávio disse que o presidente mantém um posicionamento “antiamericano” e prioriza o alinhamento com a China em detrimento de uma relação pragmática com os Estados Unidos.

“Todo mundo está vendo o vexame que o Lula está passando na área internacional. A todo momento ele lambe as botas da China e taca pedra nos Estados Unidos”, afirmou.

Segundo o senador, um chefe de Estado deveria buscar boas relações tanto com Washington quanto com Pequim, priorizando os interesses econômicos do país. Para ele, no entanto, Lula coloca a ideologia acima dos interesses nacionais.

As declarações ocorrem em meio às discussões sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Flávio voltou a defender sua participação na audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), afirmando que esteve no país para tentar evitar prejuízos aos exportadores brasileiros.

Na avaliação do parlamentar, o governo brasileiro falhou ao não enviar representantes para defender os interesses do país durante o processo de discussão das medidas comerciais. “Enquanto eu estou aqui defendendo o Brasil, o Lula não defende o Brasil”, declarou.

Críticas de Flávio vão além da política externa de Lula

Além da política externa, Flávio atribuiu ao governo federal a piora do cenário econômico. Segundo ele, a gestão petista “destruiu a economia do Brasil”, provocando aumento da inflação e perda do poder de compra das famílias.

O senador também voltou a criticar a política tributária do governo, classificando o PT como o “partido dos taxadores” e afirmando que empresários e consumidores enfrentam uma carga tributária cada vez maior.

Flávio ainda sugeriu que o Palácio do Planalto teria interesse político na manutenção das tarifas americanas, sob o argumento de que Lula poderia utilizar o tema para reforçar um discurso de defesa da soberania nacional durante a campanha eleitoral de 2026.

O senador também dirigiu críticas à área de segurança pública e à condução das Forças Armadas. Segundo ele, o governo não combate adequadamente as organizações criminosas ligadas ao narcotráfico e reduziu recursos destinados às Forças Armadas, comprometendo a proteção das fronteiras brasileiras.

Ao longo da transmissão, Flávio também acusou Lula de descumprir acordos políticos e voltou a associar o atual governo a casos de corrupção registrados em gestões anteriores do PT, citando investigações como o Mensalão e a Operação Lava Jato.

Crédito Gazeta do Povo

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