A nova rodada da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) aponta que mais da metade dos brasileiros entrevistados vê o país indo na direção errada neste terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento deste mês de agosto mostra um crescimento do pessimismo com a situação econômica do país.
Segundo a Quaest, 55% dos brasileiros veem o país indo na direção errada, contra 51% registrados no mês passado. Já os otimistas são 38%, contra 39% do levantamento de julho. Outros 7% não souberam responder, contra 10% do anterior.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06591/2026.
Apesar dos seguidos indicadores positivos da economia, com queda da inflação e menor desemprego da série histórica (em torno de 5,4%), os brasileiros seguem pessimistas com o desempenho de Lula, inclusive desacreditados com alguns dos principais programas do governo voltados às finanças pessoais.
O Desenrola 2.0, por exemplo, para a renegociação de dívidas pessoais, tem apenas 47% de aprovação, enquanto que 25% consideram que ajuda um pouco e 23% que é uma má ideia. Na comparação com o levantamento anterior, as opiniões somavam 55%, 20% e 21%, respectivamente.
Ainda sobre o programa, 37% dizem que não sentiram diferença na sua renda pessoal, 35% afirmam que a renda aumentou, mas não muito, e 26% que a renda aumentou significativamente. Os números mais recentes apontam que o Desenrola 2.0 já alcançou R$ 44 bilhões em dívidas renegociadas com um desconto médio de 82% para pessoas físicas.
Outro programa alardeado pelo governo foi a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que seguiu o mesmo caminho negativo do Desenrola 2.0. Segundo a Quaest, 46% dos entrevistados dizem não ter sentido a diferença do benefício, 32% afirmam que a renda aumentou um pouco e 21% que aumentou significativamente.
“Os programas não deixaram de ajudar. O que parece ter diminuído é seu efeito marginal: o ganho político adicional que produzem ao longo do tempo”, afirma Felipe Nunes, CEO da Quaest.
De acordo com ele, esses números acabam refletindo diretamente na avaliação do governo, com 48% dos entrevistados aprovando o terceiro mandato de Lula e 47% desaprovando, exatamente o mesmo apurado há um mês pelo instituto. Neste mesmo sentido segue o detalhamento da avaliação do governo, com 36% avaliando positivamente e negativamente, enquanto que 26% consideram regular.





