Lula volta a se comparar a Cristo em encontro com pastores

Presidente relacionou a cor vermelha do PT ao sangue de Jesus e afirmou que usa a barba como referência a Jesus

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a recorrer a comparações com Jesus Cristo durante um encontro com pastores brasileiros e dos Estados Unidos, nesta quarta-feira, 16, em Brasília. Ele associou símbolos do PT e características pessoais à figura de Cristo.

Ao falar sobre a cor vermelha da legenda, Lula disse que costumava relacioná-la ao sangue de Jesus. Também afirmou que explicava a própria barba com uma referência à aparência de Cristo. O petista busca uma aproximação com o eleitorado evangélico de olho nas eleições de outubro.

“Passei anos tendo que explicar a cor da bandeira do meu partido, eu utilizava o sangue de Cristo como exemplo do vermelho da minha bandeira”, disse. “Depois, questionaram a estrela do meu partido, e passei a vida inteira mostrando que os grandes navegadores da história da humanidade utilizavam a estrela como guia para atravessar os mares. Depois, passei a explicar a minha barba. Por que eu tinha barba? Eu falava que Jesus Cristo era barbudo.”

Lula do em encontro com pastores evangélicos que o vermelho do PT representa o sangue de Cristo. pic.twitter.com/Y5m9fg9n8e

Lula diz que ‘respeita a fé’ das pessoas

Apesar da comparação, Lula disse, durante o encontro, que não aceita fazer comícios dentro de igrejas. Segundo ele, a fé “deve ser respeitada” e a atividade política deve ocorrer em outros espaços.

“Eu respeito muito o compromisso individual que cada pessoa tem com Deus”, continuou. “Então, não me convide para ir a uma assembleia fazer um comício que eu não vou. Não vou nem da católica, nem da evangélica. Eu respeito a fé das pessoas. Se eu quiser fazer política e comício, eu faço na rua, mas na igreja eu não faço.”

Além disso, o presidente alegou que considera ter recebido uma generosidade especial de Deus. Para sustentar a declaração, citou a infância pobre em Pernambuco, a mudança para São Paulo e as vitórias em eleições presidenciais.

Crédito Revista Oeste

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