Flávio descarta cortes em aposentadorias: ‘Não vou fazer economia em cima de quem precisa’

Candidato à Presidência rebate proposta atribuída à equipe de sua campanha

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou, em 8 de outubro de 2026, que pretende manter os reajustes das aposentadorias acima da inflação e negou mudanças nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC), depois de receber apoio do Podemos para o segundo turno. Sua afirmação veio em resposta a informações sobre uma proposta de desvinculação dos reajustes das aposentadorias do salário mínimo, parte de um plano de redução de despesas.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quinta-feira, 8, que pretende manter os reajustes das aposentadorias acima da inflação e negou mudanças nas regras de correção do Benefício de Prestação Continuada (BPC), caso seja eleito.

A declaração ocorreu durante uma conversa com jornalistas, depois de receber o apoio oficial do Podemos para o segundo turno das eleições.

A manifestação ocorreu depois de o jornal Folha de S.Paulo revelar que a equipe econômica da campanha apresentou ao mercado uma proposta para desvincular os reajustes das aposentadorias e do BPC dos aumentos reais do salário mínimo. A medida faria parte de um plano de redução das despesas obrigatórias do governo federal.

“Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa, das pessoas mais carentes desse Brasil”, afirmou Flávio. “Aposentado, fique tranquilo. Não caia nessa fake news do PT dizendo que eu vou acabar com reajuste de aposentadoria. Pelo contrário”, disse.

Indagado se manteria o compromisso de conceder reajustes reais, acima da inflação, aos aposentados, o senador respondeu afirmativamente.

Atualmente, aposentadorias equivalentes ao salário mínimo e benefícios do BPC acompanham os reajustes do piso nacional. Com isso, quando o salário mínimo recebe aumento acima da inflação, esses benefícios também são corrigidos. Já as aposentadorias superiores ao piso seguem regras diferentes de reajuste.

Flávio pretende reduzir despesas públicas

Flávio afirmou ainda que pretende reduzir as despesas públicas por meio do combate à corrupção e de mudanças na administração federal. O candidato citou o desempenho financeiro das empresas estatais para criticar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O Brasil é riquíssimo. E tem muito de onde tirar. Começar com o combate à corrupção desse governo aí. Só estatais que, no governo do presidente Bolsonaro, deram R$ 18 bilhões de lucro. Agora já deram R$ 36 bilhões de prejuízo”, declarou.

Os valores mencionados pelo senador não foram acompanhados de detalhamento sobre o período nem o conjunto de empresas considerados.

A equipe econômica da campanha também discute medidas de contenção de despesas obrigatórias e mudanças nos pisos constitucionais de saúde e educação, segundo a Folha. Apesar das discussões, Flávio reafirmou publicamente o compromisso de preservar os reajustes reais das aposentadorias.

Crédito Revista Oeste

compartilhe
Facebook
Twitter
LinkedIn
Reddit

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *