Por Vivien Mello Suruagy
O ano novo começa com uma má notícia para quem empreende, investe e gera empregos no Brasil. A partir de deste mês, entra em vigor a transição de um dos maiores marcos fiscais da história recente do Brasil: a reforma tributária sobre o consumo. O que se anuncia como modernização ou simplificação do sistema, promessa repetida à exaustão pelos seus defensores, traduz-se, na prática, em expressiva majoração da carga tributária sobre o setor de serviços, o maior empregador do país.
Como se sabe, o novo modelo prevê substituir cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por dois novos, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), além do Imposto Seletivo, que incide sobre produtos e atividades consideradas nocivas. A transição será gradual, estendendo-se até 2033, com fases de coexistência entre o modelo antigo e o novo, exigindo das empresas adaptações tecnológicas e gerenciais profundas.