Taxa deve subir para 5,2%, segundo a Febraban
Uma pesquisa elaborada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) estima que a taxa de inadimplência da carteira de crédito com recursos livres deve subir 5,2% em 2026. O patamar projetado permanece próximo ao registrado pelo Banco Central em outubro, quando o indicador ficou em 5,3%.
O levantamento, realizado com 20 bancos de 17 a 19 de dezembro e divulgado nesta quinta-feira, 1º, mostra que o aumento da inadimplência ocorre em um contexto de desaceleração gradual do crédito. Para a maioria das instituições consultadas, o saldo total de crédito deve crescer 9,2% em 2025 e perder ritmo de forma moderada em 2026, quando a expansão estimada é de 8,2%.
Segundo a pesquisa, 73% dos participantes acreditam que o mercado de crédito deve desacelerar, mas sem uma retração brusca. Outros 15% esperam que o ritmo atual de expansão seja mantido. Ainda assim, a elevação da inadimplência aparece como um fator recorrente nas avaliações sobre o ambiente financeiro.
Bancos elevam expectativa de crescimento do crédito
Os dados mostram que, em 2025, o crescimento do crédito foi sustentado principalmente pelas operações direcionadas, que têm regras e fontes específicas, como programas governamentais. A projeção para esse segmento subiu de 10,1% para 10,9%, com destaque para o crédito direcionado às empresas, cuja estimativa avançou de 13,6% para 15,3%.
Para 2026, a expectativa é de que tanto a carteira livre quanto a direcionada mantenham crescimento, ainda que em ritmo menor. A projeção para a carteira livre subiu de 7,4% para 7,6%, enquanto a direcionada avançou de 9% para 9,4%.
“A alta das projeções do saldo do crédito para 2026 vem em linha com as divulgações recentes, que mostram que 2025 foi marcado por uma moderação bastante gradual do mercado de crédito, que permaneceu com um crescimento razoavelmente robusto, mesmo com o elevado nível da taxa Selic”, afirmou Rubens Sardenberg, diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Febraban.
Segundo ele, o crescimento foi sustentado por programas governamentais voltados a micro, pequenas e médias empresas e por linhas de consumo para as famílias. O diretor acrescentou que, em 2026, “a expectativa é que essa desaceleração gradual prossiga ao longo do ano, levando a um crescimento de 8,2%, com o movimento sendo liderado pela carteira Direcionada PJ”.





