Carlos Bolsonaro chama Papudinha de ambiente “severo” e defende domiciliar para o pai

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “ambiente prisional severo” a cela na Papudinha onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a cumprir pena desde o final da tarde desta quinta-feira (15). Ele foi transferido para o batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após as sucessivas reclamações das condições da sala de Estado-maior da Polícia Federal, onde estava abrigado desde novembro do ano passado.

Carlos voltou a defender a prisão domiciliar do pai por conta da saúde frágil e incompatível com o regime fechado. Segundo ele, a decisão se caracteriza como um “confronto institucional”.

“A transferência para um ambiente prisional severo, somada às aberrações jurídicas apontadas e ao estado clínico delicado, passa a representar mais do que o cumprimento de uma decisão judicial: transforma-se em um marco simbólico de confronto institucional, cujo impacto ultrapassa a figura de Jair Bolsonaro”, afirmou.

Mesmo entre aliados que consideraram a transferência uma tentativa de redução de danos, por oferecer instalações maiores que as da Polícia Federal, a defesa da prisão domiciliar permanece unânime. O grupo sustenta que a condição de saúde do ex-presidente exige tratamento fora do sistema prisional.

“Meu pai não tem que ir para presídio nenhum, ele tem que ir para casa”, emendou o ex-vereador ressaltando que outros presos obtiveram o benefício da domiciliar em situações menos graves do que a do ex-presidente.

Carlos também reforçou o discurso de perseguição política e afirmou que a eleição de 2026 é vista pelo grupo bolsonarista como decisiva para reverter o cenário atual. A estratégia passa pela aprovação de uma anistia e pela eleição de senadores em número suficiente para enfrentar o STF.

“Alexandre de Moraes, suas qualidades como ser humano não merecem ser enumeradas diante de tamanha maldade praticada contra o último presidente do Brasil, que jamais descumpriu uma linha da Constituição, e também contra os presos do 8 de janeiro”, emendou.

Na semana passada, Jair Bolsonaro deixou a prisão temporariamente para receber atendimento médico após sofrer uma queda. Ele realizou exames, retornou poucas horas depois e teve diagnóstico de traumatismo craniano leve, segundo o médico Brasil Caiado.

Jair Bolsonaro enfrenta problemas de saúde recorrentes desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018. Desde então, passou por cirurgias e internações frequentes, incluindo procedimentos para correção de hérnia, controle de crises de soluços e uma operação de 12 horas para desobstrução intestinal realizada em abril de 2025.

Crédito Gazeta do Povo

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