A principal justificativa é que a ex-deputada estaria mais ‘segura’ na Itália do que em um presídio no Brasil
A defesa de Carla Zambelli vai recorrer da decisão da Justiça da Itália que autorizou a extradição da ex-deputada no prazo de 15 dias. A partir disso, caberá ao Judiciário italiano proferir uma nova decisão.
O principal argumento para pedir a permanência de Zambelli na Itália, segundo fontes ouvidas por Oeste, é que ela estaria mais “segura” no país europeu.
Um interlocutor afirmou que, como Zambelli não é mais deputada federal, não tem direito às prerrogativas do cargo.
“Ela tem curso superior, mas já não é diferencial”, afirmou a fonte. “É um cenário que, infelizmente, ela vai ficar presa no Brasil, com o público hostil a ela e que talvez coloque em risco a integridade física dela.”
Futuro de Zambelli
Se o recurso da defesa de Zambelli for negado, ela poderá ser trazida ao Brasil dentro das próximas semanas. Ao chegar ao país, a tendência é que ela seja encaminhada à Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, localizada na Região Administrativa do Gama. A ex-deputada está detida na Itália desde 29 julho do ano passado, quando passou a ser considerada foragida pelas autoridades brasileiras.
No Brasil, Zambelli já foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dois processos com trânsito em julgado. Em um deles, recebeu pena de dez anos de prisão por envolvimento na contratação do hacker Walter Delgatti. No outro, foi sentenciada a cinco anos e três meses por ter perseguido um homem armada nas ruas de São Paulo.
A ex-parlamentar deixou o cargo em dezembro de 2025, depois da decretação da perda de seu mandato pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Com isso, a vaga foi ocupada pelo suplente Adilson Barroso (PL-SP).





