Eduardo Bolsonaro discursa na Knesset e critica governo Lula por postura diante do terrorismo

Eduardo Bolsonaro discursou nesta segunda-feira no Parlamento de Israel, a Knesset, durante um evento oficial sobre antissemitismo e terrorismo internacional. A sessão foi aberta pelo speaker do Parlamento, Amir Ohana, conduzida pelo ministro dos Assuntos da Diáspora, Amichai Chikli, e conta com a presença do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Apesar de ter tido seu mandato cassado no Brasil, Eduardo Bolsonaro foi recebido e reconhecido como deputado pelas autoridades israelenses.

Em sua fala, Eduardo afirmou que os ataques do Hamas em 7 de outubro não foram “resistência”, mas “antissemitismo genocida”, e que, depois daquela data, “o silêncio deixou de ser ignorância e passou a ser cumplicidade”.

O deputado criticou a decisão do governo Lula de retirar o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) e questionou a rejeição a políticas de educação sobre o Holocausto em um país que abriga a segunda maior comunidade judaica da América Latina.

Defendeu ainda a criminalização do financiamento, da propaganda e do recrutamento terrorista, além da classificação formal de organizações extremistas e ONGs que lhes dão suporte. “Você não pode derrotar um inimigo que se recusa a identificar”, afirmou.

Eduardo também mencionou a atuação de redes ligadas ao Hezbollah na Tríplice Fronteira e afirmou que, enquanto Argentina e Paraguai avançaram no combate ao terrorismo, o Brasil segue resistindo à cooperação plena com os Estados Unidos.

O evento continua nesta semana. Amanhã, o senador Flávio Bolsonaro discursará na Knesset e deve anunciar as diretrizes de sua política externa para Israel caso seja eleito presidente da República.

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