Eduardo Bolsonaro: prisão de Maduro abala Foro de São Paulo

Ex-deputado prevê impacto direto sobre Lula, Petro e aliados da esquerda latino-americana

Eduardo Bolsonaro afirmou neste sábado, 3, que a prisão do ditador Nicolás Maduro representa um abalo profundo nas estruturas da esquerda na América Latina. Em postagem no X, ele destacou que o regime chavista sempre funcionou como base “financeira, logística e simbólica” para o Foro de São Paulo.

“Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis, anotem”, escreveu. “Viva a liberdade!”

A declaração veio em meio à repercussão internacional da operação militar dos Estados Unidos em Caracas. A ofensiva do Exército norte-americano resultou na prisão de Maduro e de sua mulher, Cilia Flores.

O regime venezuelano é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo.

Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis, anotem. Viva a liberdade! pic.twitter.com/gNlhp30lsP— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) January 3, 2026

Maduro assumiu o poder em abril de 2013, depois de substituir Hugo Chávez na liderança do regime. Na eleição presidencial daquele ano, venceu Henrique Capriles por uma margem inferior a dois pontos porcentuais.

Ainda em 2012, Chávez havia escolhido Maduro como vice-presidente e, em dezembro do mesmo ano, o indicou como seu sucessor antes de se submeter a uma nova cirurgia contra o câncer. O ex-ditador venezuelano morreu em 5 de março de 2013.

Escalada contra o narcotráfico culminou na queda de Maduro

A deterioração da política internacional da Venezuela se acelerou depois do retorno de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025.

Em meio à reorganização da política externa e à retomada da segurança nacional como prioridade de governo, Trump voltou suas atenções para a Venezuela. Isso ocorreu em razão das conexões de Maduro com o Cartel de los Soles, facção classificada como terrorista por Washington.

Assim, o primeiro movimento militar ocorreu em 2 de setembro do mesmo ano, quando os EUA atacaram uma embarcação ligada ao narcotráfico. Desde então, as operações se intensificaram. Foram mais de 30 ofensivas na região do Caribe, com saldo de pelo menos 110 criminosos mortos.

As investidas aumentaram progressivamente, com foco em desmantelar as rotas do tráfico operadas sob proteção do chavismo. A pressão culminou neste sábado, quando os EUA deflagraram a operação de maior impacto da série: a captura de Maduro e sua retirada do território venezuelano.

Crédito Revista Oeste

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