Ex-deputado participa do CPAC no Texas, comenta corrida eleitoral e defende retomada da Magnitsky contra Alexandre de Moraes
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que seu pai, Jair Bolsonaro, se mantém como líder da direita no Brasil. Ele fez a declaração durante participação no Conservative Political Action Conference (CPAC), evento conservador realizado em Dallas, no Estado do Texas. O jornal Folha de S.Paulo divulgou as informações nesta sexta-feira, 27.
Eduardo disse que o pai continua ativo politicamente mesmo preso na Papudinha — Sala de Estado-Maior do Complexo da Papuda, em Brasília. “Claro que fala de política com visitas”, informou. “Bolsonaro continua sendo líder da direita.”
Em seguida, ele comentou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou prisão domiciliar por 90 dias. Para ele, o magistrado “já conseguiu o tempo de vida de Bolsonaro com esse estresse todo que ele levou em uma condenação surreal”.
A decisão aconteceu depois de o ex-presidente receber diagnóstico de pneumonia bacteriana bilateral causada por broncoaspiração. A enfermidade exigiu antibioticoterapia por via endovenosa, suporte clínico intensivo e sessões de fisioterapia respiratória.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por comandar uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Eduardo evita discutir vice e cita articulações em torno de Flávio
Interpelado sobre as eleições deste ano, Eduardo evitou indicar um possível vice para o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Depende mais do entorno dele, do Rogério Marinho (PL-RN)”, disse. “A minha parte é internacional”.
Conforme Oeste, líderes do partido Novo intensificaram nas últimas semanas as articulações para que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, seja o candidato a vice-presidente em uma eventual chapa com Flávio.
Eduardo também citou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como opção preferencial em comparação ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, para uma alternativa eleitoral.
“Caiado é da direita”, alegou o ex-deputado. “Não considero o Eduardo Leite direita. Ele é um social-democrata, que é um nome bonitinho para socialista, que é igual ao comunista. O comunista fala que vai te matar amanhã, e o socialista fala que vai te matar semana que vem.”
Sobre uma eventual equipe de governo, ele mencionou a relação de Flávio com o economista Paulo Guedes, mas disse não saber se o ex-ministro pretende voltar à vida pública.
Ex-deputado defende retomada da Lei Magnitsky contra Moraes
Eduardo defendeu a possibilidade de retomada de sanções contra Moraes com base na Lei Magnitsky. Segundo ele, basta apenas uma decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, para adotar novamente a medida punitiva.
“Ela pode retornar”, argumentou. “Assim como ela saiu pela vontade do presidente, basta o presidente Trump querer que ela pode voltar. Por onde eu passo, eu tenho falado e pedido para esse retorno.”
Por fim, defendeu a classificação dos grupos Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Ele afirmou que pretende dialogar com autoridades norte-americanas para que Washington confirme a designação.
“Todas as oportunidades que tiverem para transformar a vida do bandido em pior, contem comigo para fazê-lo”, concluiu.





