O delegado da PF foi o responsável pela investigação que indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro por suposto ‘plano de golpe’
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou a nomeação do delegado Fábio Alvarez Shor, da Polícia Federal (PF), como assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Shor conduziu a investigação que indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro por suposto “plano de golpe”.
“Moraes foi o mesmo que proibiu Bolsonaro de nomear Ramagem para diretor-geral da PF por ‘ferir os princípios da impessoalidade e da moralidade pública’”, ressaltou Eduardo em uma publicação no X. “E onde estão os defensores da não interferência na PF? São todos hipócritas a serviço deste regime podre que não para em pé.”
A portaria de nomeação tem data desta segunda-feira 9, e o Diário Oficial da União (DOU) a publicou nesta terça-feira, 10. O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, assina o documento.
Segundo o DOU, Shor assumirá um cargo CJ-3, nível que prevê funções de chefia na assessoria dos ministros do STF.
Atuação de Fábio Shor contra Bolsonaro
O delegado Fábio Alvarez Shor teve papel central nas investigações que atingiram o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em novembro de 2024, o delegado assinou o relatório que indiciou Bolsonaro e outros investigados por crimes como organização criminosa e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
O documento serviu de base para a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e para os desdobramentos judiciais no STF.
O delegado também conduziu outras frentes de investigação que envolveram o ex-presidente e aliados.
Entre elas estão o inquérito sobre a suposta inserção de dados falsos de vacinação contra a covid-19 em sistemas do Ministério da Saúde e a apuração sobre o suposto desvio de presentes oficiais recebidos durante o governo.
Além disso, Shor participou de investigações relacionadas a aliados de Bolsonaro, como o ex-assessor Filipe Martins.





