Manifestação contra a queda do ditador levou dezenas de pessoas às ruas na capital do país
O fim da era de Nicolás Maduro como ditador da Venezuela repercutiu em Brasília. Na noite deste sábado, 3, dezenas de venezuelanos se reuniram em frente à embaixada do país, na Asa Sul, para comemorar.
Conforme gravação do jornalista Cristyan Costa, coordenador da redação de Oeste no Distrito Federal, o grupo entoou o Hino Nacional da Venezuela.
Em tradução para o português, alguns trechos do hino dizem, segundo o site Letras.mus, o seguinte:
E o pobre em sua choupana
Implorou por Liberdade
Sobre este santo nome
Tremeu de pavor
O vil egoísmo
Que outrora trinfou
A ação contra Maduro que rendeu comemoração em Brasília
Depois de quase 13 anos no poder na Venezuela, Maduro foi alvo de operação militar dos Estados Unidos na madrugada deste sábado, em Caracas. Agentes norte-americanos o capturaram ao lado da mulher, Cilia Flores. O casal já está no Estado de Nova York, onde responderá na Justiça local por processos referentes ao tráfico internacional de drogas.
Apesar da postura do grupo de venezuelanos que foi às ruas em Brasília, nem todo mundo comemorou a deposição de Maduro. Mais cedo, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, saiu publicamente em defesa do agora ex-ditador. Ao defender o bolivariano, o petista classificou a ação pontual dos EUA em Caracas como “bombardeios”.
“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”, afirmou Lula, por meio de postagem na rede social X. “O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
Atacar países, em…— Lula (@LulaOficial) January 3, 2026
Não há registros, contudo, de reclamações por parte do presidente brasileiro diante de denúncias contra a ditadura que Maduro liderou por mais de uma década. Não houve, por exemplo, críticas ao fato de, em agosto de 2025, milícias do regime bolivariano terem atacado mães de presos políticos. O silêncio do petista também imperou quando, em julho de 2024, mais de mil manifestantes foram detidos no país vizinho.





