Entidade cobra apuração de relação entre Toffoli e resort

Transparência Internacional afirma que já existem elementos suficientes para a instauração de procedimentos formais de investigação pela Procuradoria-Geral da República e pelo Senado Federal

Um conjunto de informações já amplamente divulgado pela imprensa levantou suspeitas que envolvem o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o resort Tayayá, no interior do Paraná. As revelações levaram a entidade Transparência Internacional a defender publicamente, em postagem na rede X, a ideia de que já existem elementos suficientes para a instauração de procedimentos formais de apuração pela Procuradoria-Geral da República e pelo Senado Federal.

Segundo a entidade, a própria imprensa já reuniu fatos que, em conjunto, configurariam indícios robustos de possível conflito de interesses e ocultação patrimonial. Entre eles está o registro de que irmãos do ministro teriam figurado como controladores do Tayayá em períodos anteriores. Além disso, reportagens apontam aportes milionários no empreendimento realizados por pessoas físicas e estruturas jurídicas ligadas à JBS e ao Banco Master, empresas que possuem ou já possuíram processos sob a relatoria de Toffoli no STF.

Já há um conjunto de evidências muito mais que suficientes para que a PGR e o Senado instaurem procedimentos de apuração. A imprensa já noticiou:

(1) irmãos do min. Toffoli estiveram registrados como controladores do resort de luxo Tayayá; (2) aportes milionários ao Tayayá por… pic.twitter.com/kWSwJ7DiQH— Transparência Internacional – Brasil (@TI_InterBr) January 22, 2026

Outro ponto destacado é a retirada de capital do negócio por meio da venda de cotas, acompanhada da transferência de cerca de R$ 33 milhões para uma offshore. Também chama atenção o fato de o fundo proprietário do resort estar registrado em um endereço considerado de fachada. Ao jornal O Estado de S. Paulo, a cunhada do ministro afirmou desconhecer que o marido fosse dono do Tayayá ou que a sede do fundo estivesse registrada em sua própria residência.

As informações vieram à tona por meio de uma série de reportagens publicadas por veículos como Metrópoles, O Estado de S. Paulo, SBT News, O Globo e Folha de S.Paulo. Para a Transparência Internacional, trata-se de um trabalho “fundamental para o país”, mas que agora exige resposta institucional.

Na avaliação da entidade, a permanência das suspeitas sem investigação formal aprofunda a crise de credibilidade do Supremo Tribunal Federal

Na avaliação da entidade, a permanência das suspeitas sem investigação formal aprofunda a crise de credibilidade do Supremo Tribunal Federal. “Cabe agora à sociedade demandar que as autoridades competentes cumpram seu papel, diante deste caso que está afundando o tribunal constitucional brasileiro em sua mais grave crise.”

Crédito Revista Oeste

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