Primeira trans eleita para o cargo, a deputada psolista afirma que o colegiado vai combater a ‘onda red pill e a misoginia digital’
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) foi eleita nesta quarta-feira, 11, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados para o ano legislativo de 2026.
A escolha do nome de Erika Hilton ocorreu durante a instalação do colegiado, que reúne parlamentares responsáveis por discutir e acompanhar políticas públicas voltadas à proteção e promoção dos direitos das mulheres.
Com a eleição, a parlamentar se torna a primeira mulher trans a presidir o colegiado, um dos principais espaços da Câmara voltados ao debate de políticas de igualdade de gênero e enfrentamento à violência contra mulheres.
“Vamos aqui discutir projetos, vamos aqui discutir a vida das mulheres, vamos aqui lembrar sim que, queira ou não queira, mulheres e trans e travestis não serão abandonadas nessa discussão, e não me importa a vontade de quem quer que seja”, disse. “Há uma determinação no STF e se antes espezinhavam os nossos direitos, se antes esmagavam a nossa dignidade sem que nós pudéssemos estar aqui de igual para igual, defendendo nosso lugar no mundo, este tempo acabou. Nós chegamos aqui, chegamos para ficar e chegamos para fazer uma reparação histórica.”
Pautas de Erika Hilton
Em seu primeiro discurso depois da eleição, a deputada afirmou que pretende priorizar iniciativas relacionadas à proteção das mulheres e ao enfrentamento de discursos misóginos nas redes sociais.
Segundo ela, um dos focos da comissão será o combate a conteúdos associados ao movimento conhecido como “red pill”, frequentemente criticado por promover narrativas de hostilidade contra mulheres.
Além dela, também foram eleitas para a mesa da comissão as deputadas: Laura Carneiro (PSD-RJ), como primeira vice-presidente; Adriana Accorsi (PT-GO), como segunda vice-presidente; e Socorro Neri (PP-AC), como terceira vice-presidente.





