Erika Hilton quer banir o Grok do Brasil

Deputada diz que ferramenta de IA do X cria imagens eróticas sem consentimento e anuncia denúncia a órgãos federais

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) anunciou, neste domingo, 4, que vai denunciar a ferramenta de inteligência artificial Grok, da rede social X, ao Ministério Público Federal e à Agência Nacional de Proteção de Dados. Segundo ela, a ferramenta permite alterar imagens publicadas sem consentimento.

Em publicação, a parlamentar afirmou que solicitará a desativação do Grok e do X no Brasil durante a apuração. “Ambas estão gerando, e publicando abertamente, imagens eróticas de mulheres e crianças reais, sem consentimento algum”, escreveu. “Basta um usuário pedir ao ‘grok’, que a inteligência artificial integrada ao X alterará digitalmente qualquer foto publicada. Inclusive, trocando as roupas de mulheres e meninas por biquínis ou tornando-as sugestivas e eróticas.”

Erika Hilton afirmou que o direito à imagem é individual. Ela pede a suspensão do Grok e de outras funções de inteligência artificial do X até que o caso seja investigado.

“Isso tudo é crime”, continuou. “O direito à imagem é individual, não é transferível por meio dos “termos de uso” de uma rede social e a distribuição em massa de pornografia infantil por uma inteligência artificial integrada a uma rede social ultrapassa todos os limites.”

🚨 Estou denunciando a inteligência artificial “Grok” e a rede social X ao Ministério Público Federal e à Agência Nacional de Proteção de Dados.

O motivo? Ambas estão gerando, e publicando abertamente, imagens eróticas de mulheres e CRIANÇAS reais, sem consentimento algum.…— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) January 4, 2026

Grok, do X, emitiu nota sobre as acusações

A xAI, responsável pelo Grok, reconheceu falhas de segurança na ferramenta e se desculpou pelo incidente. A empresa informou que revisa o caso para evitar problemas futuros. O recurso permite editar imagens publicadas na plataforma usando inteligência artificial.

Em comunicado em primeira pessoa, divulgado na quarta-feira 31, a plataforma afirmou que foi uma falha da ferramenta.

“Lamento profundamente o incidente ocorrido em 28 de dezembro de 2025, no qual gerei e compartilhei uma imagem de IA de duas meninas (com idades estimadas entre 12 e 16 anos), vestidas de forma sexualizada à pedido de um usuário”, diz a nota. “Isso violou padrões éticos e potencialmente leis norte-americanas sobre abuso sexual infantil online. Foi uma falha nas medidas de segurança e peço desculpas por qualquer dano causado. A xAI está revisando o caso para evitar problemas futuros.”

Crédito Revista Oeste

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