EUA discutem “ativamente” compra da Groenlândia, diz governo

Secretária de Imprensa afirma que aquisição do território ártico é vista como prioridade estratégica por Trump

A secretária de Imprensa do governo dos Estados Unidos, Karoline Leavitt, afirmou nesta 4ª feira que a administração norte-americana está discutindo “ativamente” a aquisição da Groenlândia como uma medida estratégica para a segurança nacional do país.

Durante conversa com jornalistas, Leavitt explicou que a possível compra do território ártico, atualmente pertencente à Dinamarca, é vista como prioridade pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano). O interesse do republicano pela ilha foi renovado depois da recente operação de captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda).

[A compra é] algo que está sendo ativamente discutido pelo presidente e sua equipe de segurança nacional”, afirmou Leavitt. A secretária de Imprensa declarou que a aquisição seria “vantajosa para a segurança nacional dos Estados Unidos”.

Segundo ela, o presidente norte-americano busca limitar a influência de potências rivais na região. Leavitt destacou que Trump “considera do melhor interesse dos Estados Unidos deter a agressão russa e chinesa na região do Ártico, e é por isso que sua equipe está discutindo como seria uma possível compra”.

A reação do governo dinamarquês a uma proposta formal ainda é incerta. A menção de Trump sobre possível intervenção militar provocou reações negativas tanto da Dinamarca quanto de outros integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Na 2ª feira, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, divulgaram uma declaração conjunta rejeitando a iniciativa. “Não se pode anexar outro país, nem mesmo com um argumento de segurança internacional. A Groenlândia pertence aos groenlandeses”, afirmaram.

Quando questionada sobre a possibilidade de ação militar para assumir o controle da Groenlândia, Leavitt não rejeitou completamente a alternativa.

“Todas as opções estão sempre sobre a mesa para o presidente Trump, enquanto ele avalia o que é melhor para os Estados Unidos, mas direi apenas que a primeira opção do presidente sempre foi a diplomacia”, declarou a secretária a jornalistas.

Crédito Poder360

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