O ex-ministro da Inteligência do Paraguai, Esteban Aquino, negou que o seu país tenha espionado o Brasil em 2022. A afirmação é uma resposta a versão de fontes ligadas à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), noticiada por jornais brasileiros, que assegura que o hackeamento dos sistemas do governo paraguaio teria sido um ato de contraespionagem.
“Em nenhum caso minha administração autorizou, planejou ou executou nenhum tipo de espionagem contra nenhum paraguaio ou algum governo ou agência estrangeira […] Isso não é verdade de nenhuma maneira”, disse Aquino em entrevista à CNN Brasil, nesta quinta-feira (3).
Aquino foi ministro da Inteligência do Paraguai entre 2018 e 2023, durante o governo do ex-presidente Mario Abdo Benítez.
Para o ex-ministro da Inteligência do Paraguai, Esteban Aquino, as alegações das fontes ligadas à Abin são “fábulas”.
Suposta espionagem
A suposta ação hacker foi noticiada pelo UOL, no dia 31 de março, a partir dos depoimentos de dois servidores da Abin à Polícia Federal (PF) e da confirmação de um agente a par da investigação.
Segundo a reportagem, o hackeamento dos sistemas do governo paraguaio teria ocorrido para se obter informações sigilosas referentes às negociações da tarifa de venda de energia da usina de Itaipu Binacional.
No mesmo dia, após a divulgação da reportagem, o governo brasileiro admitiu a existência da operação, alegando, no entanto, que ela foi iniciada no governo Bolsonaro e encerrada em março de 2023, já durante a atual administração do presidente Lula.
Uma resposta
O Brasil virou perito em fábulas.